terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Boas Festas



Entre o gasto dezembro e o florido janeiro,
entre a desmistificação e a expectativa,
tornamos a acreditar, a ser bons meninos,
e como bons meninos reclamamos
a graça dos presentes coloridos.
Nessa idade - velho ou moço - pouco importa.
Importa é nos sentirmos vivos
e alvoroçados mais uma vez, e revestidos de beleza, a
exata beleza que vem dos gestos espontâneos
e do profundo instinto de subsistir
enquanto as coisas em redor se derretem e somem
como nuvens errantes no universo estável.
Prosseguimos. Reinauguramos. Abrimos olhos gulosos
a um sol diferente que nos acorda para os
descobrimentos.
Esta é a magia do tempo.
Esta é a colheita particular
que se exprime no cálido abraço e no beijo comungante,
no acreditar na vida e na doação de vivê-la
em perpétua procura e perpétua criação.
E já não somos apenas finitos e sós.
Somos uma fraternidade, um território, um país
que começa outra vez no canto do galo de 1º de janeiro
e desenvolve na luz o seu frágil projeto de felicidade.
(Carlos Drummond de Andrade)

A todos os nossos leitores, votos de um Natal abençoado, um Ano Novo de realizações e de uma vida doce e fraterna! 
Paz e Bem!

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Luz da semana



A chuva cai tanto nas ervas daninhas quanto nas flores, e o sol brilha tanto nas prisões quanto nas igrejas.
A luz de Deus não discrimina e a nossa luz também não deveria discriminar.
Não existe um só caminho, uma única maneira, uma igreja ou ideologia.
Existe apenas uma luz. 
Quando as cercas caírem, todas as flores poderão desabrochar juntas em um jardim de esplendor incomparável, um paraíso na Terra.
(Brian Weiss)

sábado, 21 de dezembro de 2013

Porque hoje é sábado



Pois que reinaugurando essa criança
pensam os homens
reinaugurar a sua vida
e começar novo caderno,
fresco como o pão do dia;
pois que nestes dias a aventura
parece em ponto de voo, e parece
que vão enfim poder
explodir suas sementes:
que desta vez não perca esse caderno
sua atração núbil para o dente;
que o entusiasmo conserve vivas
suas molas,
e possa enfim o ferro
comer a ferrugem,
o sim comer o não.
(João Cabral de Melo Neto)

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

A cura na natureza



Muitas vezes são as coisas da natureza que tem maior capacidade de cura, especialmente aquelas muito simples.
Os remédios da natureza são poderosos e diretos: uma joaninha na casca verde de um melão, um tordo com um pedaço de barbante, uma planta do mato em flor, uma estrela cadente, até mesmo um arco-íris num caco de vidro na rua, qualquer um deles pode ser o remédio adequado.
A persistência é estranha: ela exige uma energia tremenda e pode se abastecer por um mês com cinco minutos de contemplação de águas calmas.
(Clarissa Pínkola Estés)

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Intenção



Segurar a flecha é estar em contacto com a sua intenção.
É preciso olhar todo seu comprimento, ver se as plumas que guiam seu voo estão bem colocadas, verificar a ponta, ter certeza de que ela está afiada. Certificar-se que está reta, não foi curvada ou danificada por um tiro anterior.
A flecha, como sua simplicidade e leveza, pode parecer frágil – mas a força do arqueiro faz com que ela consiga carregar para longe a energia de seu corpo e de sua mente. 
Conta a lenda que uma simples flecha já foi capaz de afundar um navio, porque o homem que a atirou sabia onde estava a parte mais fraca da madeira, e assim abriu um buraco que fez com que a água penetrasse sem ruído no porão, destruindo a ameaça dos invasores de sua aldeia.
A flecha é a intenção que deixa a mão do arqueiro, e parte em direção ao alvo – portanto, ela é livre em seu voo, e irá seguir o caminho que lhe foi destinado no momento do tiro.
Será tocada pelo vento e pela gravidade, mas isso é parte do seu percurso: uma folha não deixa de ser folha só porque uma tempestade a arrancou da árvore.
Assim é a intenção do homem: perfeita, reta, afiada, firme, precisa. Ninguém consegue detê-la enquanto cruza o espaço que a separa do seu destino.

(Paulo Coelho)

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Agora ou nunca



O ser humano não percebe que não se precisa de tempo na vida, porque a vida realmente acontece no momento presente. 
É equivocada a nossa noção, reforçada pelas religiões e pelos teóricos evolucionistas, de que precisamos de tempo para evoluir e completarmo-nos, para mudar do’ que é' para 'o que deveria ser'. 
O tempo é certamente necessário no campo do aprendizado, para atingir metas e para ganhar a vida e por tornarmo-nos peritos em alguma profissão. Mas no mundo da psique, seguimos o velho padrão tradicional, e nos tornamos frustrados e miseráveis quando a esperança da plenitude não é alcançada. Tornamos-nos acostumados ao condicionamento de que precisamos de tempo para evoluir para algo diferente do que já somos. 
No entanto, uma pessoa que se baseie no tempo horizontal como um meio de alcançar a felicidade ou de realizar a Verdade está enganando a si mesma. 
Não há entendimento no tempo: é agora ou nunca. 
O que há, é agora. Não existe o "nunca". Ver "o que é" é sempre imediato. A Verdade está além da razão e do cálculo. O observador só pode ser no passado ou no futuro. A natureza e futilidade do tempo horizontal é vista quando o ver é no agora sem "aquele que vê".

(Ramesh Balsekar)

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Luz da semana



Não desfrute somente o sol, aprecie também a lua. 
Não desfrute somente a calmaria, aproveite a tempestade. 
Tudo isso enriquece a existência. A vida não acontece somente dentro de uma casa, de uma cidade, de um país: ela tem de ser experimentada dentro do universo. 
A felicidade é um jeito de viver, é uma conduta, é uma maneira de estar agradecido ao sol, à lua, a quem lhe estende a mão e também a quem o abandona, pois certamente nesse abandono está a possibilidade de você descobrir a força que existe em seu interior. A felicidade não é o que as pessoas têm, mas o que elas fazem com isso.

(Roberto Shinyashiki)

sábado, 14 de dezembro de 2013

Porque hoje é sábado



Há uma hora certa,
no meio de noite, uma hora morta,
em que a água dorme.
Todas as águas dormem:
no rio, na lagoa,
no açude, no brejão, nos olhos d'água,
nos grotões fundos.
E quem ficar acordado,
na barranca, a noite inteira,
há de ouvir a cachoeira
parar a queda e o choro,
que a água foi dormir...

Águas claras, barrentas, sonolentas,
todas vão cochilar.
Dormem gotas, caudais, seivas das plantas,
fios brancos, torrentes.
O orvalho sonha
nas placas de folhagem.
E adormece
até a água fervida,
nos copos de cabeceira dos agonizantes...

Mas nem todos dormem, nessa hora
de torpor líquido e inocente.
Muitos hão de estar vigiando,
e chorando, a noite toda,
porque a água dos olhos
nunca tem sono...

(Guimarães Rosa)

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Compartilhando



Se não estivermos atentos, nós só perceberemos algumas partes de nós mesmos. Nós escolhemos com base em nossa experiência e decidimos que nós somos este ou aquele tipo de pessoa. Praticar meditação é reconhecer todo o seu ser, com todas essas partes que você recebeu de seus antepassados, os seus pontos fortes e fracos. Isso pode parecer intelectual. Mas se você praticar a consciência atenta e a meditação, vai começar a reconhecer. Praticar meditação é praticar a Visão Correta. Você verá profundamente que você é o filho, o irmão e o pai. Você é a pessoa que você odeia e a pessoa que você ama. Você precisa experimentar isso por si mesmo para acreditar.
Um dia eu olhei para a montanha, e eu percebi claramente que como eu a estava olhando, todos os meus antepassados - meu pai, minha mãe, meus avós, todas as linhagens de ancestrais humanos, estavam em mim e estavam olhando para a montanha junto comigo. Vimos o belo amanhecer juntos e gostamos do concerto de cores. Meus olhos pertencem a mim e também aos meus antepassados. Todos esses antepassados estavam admirando o nascer do sol maravilhoso comigo.
Durante muitas gerações, os meus antepassados trabalharam duro e tiveram muitas preocupações e muitos momentos de estresse, raiva e medo. Talvez eles nunca tenham tido a oportunidade de sentar-se calmamente, em paz, felizes de estar com essa grande unidade. Eles nunca tiveram a oportunidade de sentar-se calmamente, seguir a respiração, ficarem centrados e em contato com o ambiente maravilhoso. Então, quando paramos desse jeito, todos os nossos antepassados param ao mesmo tempo, bem sincronizado, porque eles estão em nosso corpo, em cada uma de nossas células.
Agora temos a chance de parar. Se formos capazes de parar, pararemos por todos eles, e todos eles estão parando junto com a gente. O momento em que podemos parar e podemos estar em contato com o majestoso amanhecer é um momento de despertar. 
Você não está iluminado como um ser individual. A iluminação é o momento em que você está em contato profundo com todos os seus ancestrais e descendentes e está compartilhando com eles a sua paz, sua alegria e sua felicidade. Isso não significa parar toda a noção de si mesmo. Mas você pode sorrir e saber que todos eles estão sorrindo o seu sorriso maravilhoso. Você anda em paz e todos eles estão andando pacificamente com você.
(Thich Nhat Hanh)

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Individualidade



Os membros de uma tribo primitiva da África, acreditam que cada pessoa que nasce traz consigo uma música individual e intransferível, como uma espécie de identidade sonora.
Assim, quando a mãe está grávida ela recebe, através da inspiração, a música da criança que irá nascer e começa a cantá-la para que o bebê se sinta querido e desejado.
Depois, a mãe ensina a música ao pai, que também passa a cantar cada vez que se aproxima do filho, demonstrando carinho e respeito por sua individualidade.
E, assim, cada membro da família que entra em contato com a criança aprende a sua música e passa a cantá-la, como forma de dar as boas-vindas e saudá-la.
Dessa forma, a criança aprende a sua música e passa a cantá-la pelo resto de sua vida.
E é assim que cada membro canta sua música individual, e todos sabem de cor a música de cada um.
Um costume singular e interessante.
As notas são as mesmas, mas os ritmos são diferentes.
Fazendo um paralelo da prática dessa tribo primitiva com os nossos costumes atuais, poderemos tirar dela vários ensinamentos.
O primeiro é que todos temos nossa individualidade, isso é incontestável.
A diferença é que nem sempre essa individualidade é considerada e, menos ainda, respeitada.
Geralmente nossas crianças nascem em meio a ruídos mentais de toda ordem. É a mãe querendo lhe impor sua própria música e o pai, a sua.
Chegam os demais familiares e fazem o mesmo.
Nem se espera que a criança demonstre sua individualidade e já é confundida em si mesma.
Isso se leva para a vida toda, quando nós, adultos, não conhecemos nossa individualidade a ponto de ter certeza de quem realmente somos, do que sentimos do que queremos ou não queremos.
Nossas músicas se confundem. Nem cantamos a nossa, nem ouvimos a música do outro. É um tumulto de sons confusos e inaudíveis.
As individualidades não são respeitadas e tenta-se fazer das pessoas uma massa confusa e disforme.
É importante pensar a respeito desse tema nos dias atuais.
É importante que cada ser seja respeitado, e sua música seja cantada por todos, em sinal de afeto e respeito.
Imagine se você pudesse cantar sua música pessoal e, onde quer que fosse, todos lhe saudassem com a sua melodia. Isso não seria fantástico?
Se assim fosse teríamos uma sociedade amável e respeitosa, fraterna e afetuosa, onde todos se sentiriam especiais e veriam os outros também como seres especiais.
 (www.reflexao.com.br)

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Pensamentos daqui e dali

Ninguém nasce odiando outra pessoa 
pela cor de sua pele, 
ou por sua origem, ou sua religião. 
Para odiar, as pessoas precisam aprender, 
e se elas aprendem a odiar, 
podem ser ensinadas a amar, 
pois o amor chega mais naturalmente 
ao coração humano do que o seu oposto. 
A bondade humana é uma chama que pode 
ser oculta, jamais extinta.

(Nelson Mandela)



Sente-se na margem



A meditação é um estado de clareza e não um estado da mente.
A mente é confusa, nunca está clara. Não pode estar. Os pensamentos criam nuvens a seu redor, nuvens sutis. Uma névoa é criada por eles e a clareza se perde.
Quando os pensamen­tos desaparecem, quando não há mais nuvens a seu redor, quando você está apenas sendo você mesmo, a clareza advém. Então é possível ver bem longe. É possível enxergar até o fim da existência, e seu olhar se torna penetrante, indo ao centro do ser.
A meditação é essa clareza absoluta da visão. Não é possível pensar sobre ela. Você deve parar de pensar.
Quando digo “parar de pensar”, não tire conclusões apressadas, pois tenho que usar este idioma para me expressar. Eu digo “pare de pensar”, mas, se você fizer um esforço no sentido de parar, estará no caminho errado, pois terá mais uma vez reduzido a meditação a uma ação.
“Pare de pensar” significa apenas: não faça nada. Sente-se. Deixe que os pensamentos se acomodem. Deixe que a mente pare por conta própria. Apenas sente-se olhando para a parede, em um canto silencioso, sem fazer nada. Relaxado. Solto. Sem esforço. Sem ir a lugar nenhum.
Como se você estivesse dormindo acordado - você está acordado e está relaxando, mas todo o seu corpo está caindo no sono. Você permanece alerta por dentro, mas todo o corpo se move para um relaxamento profundo.
Os pensamentos se acomodam sozinhos.
Se você vê que a água de um riacho está lamacenta, o que faz? Pula dentro do riacho para tentar ajudar a água a ficar límpida? Você irá apenas gerar mais lama. Sente-se na margem, então.
Espere, pois não há nada a ser feito. Se alguém cruzou o riacho e as folhas caídas vieram à superfície com a lama, é preciso ter paciência. Observe, indiferente. O riacho continuará fluindo, as folhas serão levadas pela corrente e a lama irá depositar-se, pois não pode flutuar para sempre.
Após algum tempo, você irá perceber que a água está límpida novamente.
Sempre que um desejo cruza sua mente, o riacho fica lamacento. Então sente-se, sem fazer nada.
Sente-se e, um dia, a me­ditação acontecerá. Você não a trará, ela virá a você. E quando vier, você irá reconhecê-la imediatamente.
Ela sempre esteve lá, mas você não estava olhando na direção adequada. O tesouro estava com você, mas você estava ocupado com outra coisa: pensamentos, desejos, mil outras coisas.
Não estava interessado na coisa mais importante: seu próprio ser.
Quando a energia entra, subitamente a clareza é atingida. Nesse momento você poderá ver nuvens a milhares de quilômetros, poderá ouvir a música antiga das árvores.
Nesse momento tudo estará a seu alcance.
(Osho)

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Luz da semana



Aquele que é capaz de moldar-se vale seu peso em ouro. 
Seja elástico em sua natureza. Curve-se, e você não se quebrará. Não permaneça apegado à sua velha natureza, evite o sofrimento. Abandone sua concha e abra-se para novas influências. 
Então, uma nova forma real surgirá. Seu relacionamento com os outros se tornará fácil. Todos se sentirão confortáveis na sua companhia.
(BK)

sábado, 7 de dezembro de 2013

Porque hoje é sábado



Quando eu me encontrava na metade do caminho da vida, 
me vi perdido em uma selva escura, 
e a minha vida não mais seguia o caminho certo. 

Ah, como é difícil descrevê-la! 
Aquela selva era tão selvagem, cruel, amarga, 
que a sua simples lembrança me traz de volta o medo. 
Creio que nem mesmo a morte poderia ser tão terrível. 
Mas, para que eu possa falar do bem que dali resultou, 
terei antes que falar de outras coisas, que do bem, passam longe.

Eu não sei como fui parar naquele lugar sombrio. 
Sonolento como eu estava, 
devo ter dormido e por isso me afastei do verdadeiro caminho. 

(Dante Alighieri) 

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Trate-se melhor



Não há nada de errado com você
O medo de haver alguma coisa errada conosco é nosso maior obstáculo à alegria. Na verdade, não existe outro obstáculo.
Quando você decide que tem alguma coisa errada em você, algo ruim, alguma carência ou insuficiência, sua vida reflete essa crença. Diante disso, você tem a impressão de que os outros o rejeitam, que o mundo se fecha para você, que o destino é malvado, que a vida está contra você, que os céus o estão punindo. Na verdade, é você que está se condenando e sabotando aquilo que é bom. Assim, tudo precisa de esforço, os sucessos são muito árduos, a felicidade é breve, o amor sempre dá errado e não há paz.
Não há nada de errado com você. Certamente que sua percepção pode estar com problemas. E seu raciocínio pode estar falho. E você pode tomar decisões inconvenientes. Por exemplo, você pode decidir que verá defeitos que ninguém vê em você. Você pode tentar convencer o mundo de que não é digno de amor. Dê a essas ideias estranhas todo o poder, se quiser, mas quem você é – seu Eu incondicionado – permanecerá íntegro, digno e são.
A verdadeira psicoterapia é o processo de modificar seu modo de se ver. A mudança acontece sempre que você pratica a auto-aceitação incondicional, sempre que você se dá um tempo. A mudança acontece sempre que você opta pela bondade no lugar do julgamento, pelo perdão em vez da autoagressão, pelo riso e não pela condenação.
A vida sempre melhora quando você se trata melhor.
O ato final (e único) da cura consiste em aceitar que não há nada de errado com você.
Experimente fazer este exercício hoje, insista em procurar o que há de bom em todas as pessoas que você encontrar. Veja a luz em seus olhos, em seu rosto, em seu sorriso e em sua presença. Faça uma reverência mental para a luz presente em todas as pessoas com quem você encontrar hoje. Acima de tudo, não diga a ninguém que há alguma coisa errada com elas.
Quando você lança essa luz sobre os outros, a fortalece em seu interior.

(Robert Holden)


quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Pensamentos daqui e dali

Aproveite os maus momentos
para descobrir o que o faz tremer.
Aproveite os bons momentos
para encontrar seu caminho até a paz interior.
Mas não pare por temor nem por alegria
o caminho do arco é um caminho sem fim.
(Paulo Coelho)


O segredo



A paz que tanto procuramos não está na previsibilidade e na constância, e sim no reconhecimento de que ambas existem:  nada é previsível nem constante.
E isso enlouquece a maioria das pessoas. 
Quer dizer que não temos poder nenhum? Pois é, nenhum. É um choque. 
Mas o segredo está em acostumar-se com a ideia. Só então é que se consegue relaxar e se divertir.
Ou seja, a pessoa de mente saudável é aquela que, sabedora da sua impotência contra as adversidades, não as camufla e sim as enfrenta, assume a dor que sente, sofre e se reconstrói, e assim ganha experiência para novos embates, sentindo-se protegida apenas pela consciência que tem de si mesma e do que a cerca o universo todo, incerto e mágico.
Acho que é isso. Espero que  seja isso, pois me parece perfeitamente curável, basta a coragem de se desarmar.
O sujeito com a mente confusa é um cara assustado, que se algemou em suas próprias convicções e tenta, sem sucesso, se equilibrar em um pensamento único, sem se movimentar. Já o sadio baila sobre o precipício.

(Martha Medeiros)

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

(Res)pingos de luz



[Retirado do caderno de anotações do Prof. Antônio Costa, nosso pai.]                     

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Praticando o poder



Alguém diz alguma coisa grosseira para ferir você.
Em vez de desencadear uma reação inconsciente e uma negatividade, como uma agressão, uma defesa ou um retraimento, você deixa isso passar através de você. Não ofereça resistência.
É como se não existisse mais ninguém ali para ser machucado.
Isso é perdão. Nesse sentido, você se torna invulnerável.
Pode dizer a essa pessoa que o comportamento dela é inaceitável, se você escolher fazer isso. Mas essa pessoa já não tem mais o poder de controlar o seu estado interior.

(Eckhart Tolle )

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Pessoas vão embora ...



Pessoas vão embora de todas as formas: vão embora da nossa vida, do nosso coração, do nosso abraço, da nossa amizade, da nossa admiração, do nosso país.
E, muitas a quem dedicamos um profundo amor, morrem. 
E continuam imortais dentro da gente.
A vida segue: doendo, rasgando,  enchendo de saudade… Depois nos dá aceitação, ameniza a falta  trazendo apenas a lembrança que não machuca mais: uma frase engraçada, uma filosofia de vida, um jeito tão característico, aquela peculiaridade da pessoa.
Mas pessoas vão embora…
 (Marla de Queiroz)