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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Contando um conto



Por mais de trinta anos um mendigo ficou sentado no mesmo lugar, debaixo de uma marquise. Até que um dia, uma conversa com um estranho mudou sua vida:
Tem um trocadinho aí pra mim, moço? – murmurou, estendendo mecanicamente seu velho boné.
Não, não tenho – disse o estranho. – O que tem nesse baú debaixo de você?
Nada, isso aqui é só uma caixa velha. Já nem sei há quanto tempo sento em cima dela.
Nunca olhou o que tem dentro? – perguntou o estranho.
Não – respondeu. – Para quê? Não tem nada aqui, não!
Dá uma olhada dentro – insistiu o estranho, antes de ir embora.
O mendigo resolveu abrir a caixa. Teve que fazer força para levantar a tampa e mal conseguiu acreditar ao ver que o velho caixote estava cheio de ouro.

Eu sou o estranho sem nada para dar, que está lhe dizendo para olhar para dentro. Não de uma caixa, mas sim de você mesmo. Imagino que você esteja pensando indignado: Mas eu não sou um mendigo!
Infelizmente, todos que ainda não encontraram a verdadeira riqueza – a radiante alegria do Ser e uma paz: inabalável – são mendigos, mesmo que possuam bens e riqueza material. Buscam, do lado de fora, migalhas de prazer, aprovação, segurança ou amor, embora tenham um tesouro guardado dentro de si, que não só contém tudo isso, como é infinitamente maior do que qualquer coisa oferecida pelo mundo.

(Trecho retirado do livro O Poder do Agora, Eckhat Tolle)

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Luz da semana



Há momentos em que todas as respostas e explicações falham. Nesses casos, a vida deixa de fazer sentido. Ou, então, não sabemos mais o que dizer ou fazer quando alguém em aflição vem pedir-nos ajuda.
Ao aceitar completamente que não se tem explicações para tudo, desiste-se da luta para encontrar respostas através da mente racional e limitada, e é nessa altura que uma inteligência superior pode operar através de nós. Então, até mesmo a mente pode beneficiar com essa intervenção, uma vez que a inteligência superior aflui para o pensamento e inspira-o.
Por vezes, a entrega significa desistir de querer entender e aprender a conviver bem com o fato de não se saber tudo.
(Eckhart Tolle)

terça-feira, 7 de março de 2017

Isso é perdão



Alguém diz alguma coisa grosseira para ferir você.
Em vez de desencadear uma reação inconsciente e uma negatividade, como uma agressão, uma defesa ou um retraimento, você deixa isso passar através de você. Não ofereça resistência.
É como se não existisse mais ninguém ali para ser machucado.
Isso é perdão.
Nesse sentido, você se torna invulnerável.
Pode dizer a essa pessoa que o comportamento dela é inaceitável, se você escolher fazer isso. Mas essa pessoa já não tem mais o poder de controlar o seu estado interior.
(Eckhart Tolle)

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Palavras



Quando ouvimos um pássaro cantar, há um momento de puro ouvir antes que a mente diga qualquer coisa a respeito.
Se conseguirmos ficar atentos a nós mesmos sempre que algo novo atrair nossa atenção, poderemos estar conscientes desse primeiro momento.
Ali está o silencio, que é a vida, a consciência em si mesma.
(Eckhart Tolle)

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Ego x mente



Estou triste. Quem percebe isso? Estou com medo. Quem percebe isso? Tu és a pessoa que percebe isso. Tu não é os seus sentimentos.
No estado de calma e consciência, se precisar da mente para um fim prático, ela estará presente. Na verdade a mente funciona muito bem quando a inteligência maior e real que és tu, se expressa através dela, como uma ferramenta.
Aprenda a sentir-se à vontade dentro do não-saber. A mente teme o não-saber, mas um conhecimento mais profundo que não é baseado em qualquer conceito vai emergir desse estado.
A mente está sempre querendo alimentar-se para continuar pensando. Ela procura alimento para a sua própria identidade, para o seu sentido de ser. É assim que o ego se cria e recria continuamente.
Tu dás-te conta de que esse ego é fugaz e passageiro? Quem percebe isso? É o Eu-Sou. Esse é o seu eu mais profundo, que não tem nada a ver com o passado e o futuro. Quando se dá conta de que existe uma voz na sua cabeça que pretende ser a tua pessoa e não para de falar, percebe que vem-se identificando com a corrente do pensamento. Quando percebe a existência dessa voz, compreende que não é essa voz, mas a pessoa que a percebe. Ter liberdade é saber que você é a consciência por trás dessa voz.
Ao concentrar toda sua atenção ao momento presente, uma inteligência muito superior à inteligência da mente autocentrada entra no comando da sua vida. Sua ação presente torna-se não só muito mais eficaz, como infinitamente mais satisfatória e gratificante.
Ao viver através do ego, faz do momento presente apenas um meio para atingir um fim. Vive em função do futuro, mas quando atingem os seus objetivos eles não te satisfazem. Ou pelo menos não por muito tempo.
Quase todo ego tem o que podemos chamar de identidade da vítima. Muitas pessoas se veem de tal forma como vítimas, que essa imagem se torna o ponto central de seu ego. Mesmo que as mágoas sejam muito justas, ao assumir a identidade de vítima, cria uma prisão cujas grades são feitas de formas obsessivas de pensar. 
Veja o que está fazendo consigo mesmo, ou melhor: veja o que sua mente está fazendo consigo. Sinta a ligação emocional que tem com a sua história de vítima e perceba sua compulsão de pensar e falar a respeito dela. Ao perceber isso, a transformação e a liberdade virão.
Reclamar e reagir são as formas preferidas da mente para fortalecer o ego. O eu autocentrado precisa do conflito para fortalecer sua identidade. Ao lutar contra algo ou alguém, ele demonstra para si mesmo que “isto sou eu” e “aquilo não sou eu”. É comum que países procurem fortalecer sua sensação de identidade coletiva colocando-se em oposição aos seus inimigos.
A inveja é um subproduto do ego que se sente diminuído quando algo de bom acontece com outra pessoa, ou ela possui mais, sabe mais, ou tem mais poder do que ele. A identidade do ego depende da comparação. Ela agarra-se a qualquer coisa procurando o “mais”, e quando nada disso funciona, a mente fortalece o seu ego considerando-se “mais” injustamente tratada pela vida, “mais” doente ou “mais” infeliz do que os outros.
O ego precisa estar em conflito com alguém ou com alguma coisa. Isso explica por que, apesar de querer paz, alegria e amor, não consegue suportá-los por muito tempo. Diz que quer ser feliz, mas está viciado em ser infeliz. Essa infelicidade não vem dos fatos da sua vida, mas do condicionamento da sua mente.
A culpa é outra maneira que o ego tem para criar uma identidade, mesmo que essa identidade seja negativa. O que fez ou deixou de fazer foi uma manifestação da sua inconsciência na época, o que é natural da condição humana. Mas o ego personifica a situação e diz “Eu fiz tal coisa”, e assim cria uma imagem de si mesmo como ruim, falho e insuficiente. 

As palavras de Cristo: “Perdoai-os, Senhor, pois eles não sabem o que fazem” podem ser usadas em relação a si.
(Eckhart Tolle)


sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Você é essa luz

Um ponto essencial do despertar é a identificação daquela parte em nós que ainda não se modificou: o ego da maneira como ele pensa, fala, age.
Quando você descobre a inconsciência em si próprio, aquilo que torna o reconhecimento possível é o surgimento da consciência, é o despertar.
Você não pode lutar contra o ego e vencer, assim como não consegue combater a escuridão.
A luz da consciência é tudo o que é necessário.
Você é essa luz.
Somente a presença é capaz de nos libertar do ego, pois só podemos estar presentes agora- e não ontem nem amanhã. Apenas ela consegue desfazer o passado em nós e assim transformar nosso estado de consciência.
Temos de aprender a não manter vivos acontecimentos e situações, mas em vez disso, a sempre dirigir a atenção para o momento presente - puro, atemporal- em vez de nos deixarmos atrair por histórias produzidas pela mente.
Assim, nossa própria presença se torna identidade, e não nossos pensamentos e emoções.
Fique alerta. 
Se você estiver consciente, será capaz de reconhecer essa voz pelo que ela é: um velho pensamento condicionado pelo passado. Além disso, não precisará mais acreditar em todos os seus pensamentos.
Verá que se trata de algo antigo, nada mais.
Consciência significa presença, e só ela pode dissolver o passado inconsciente dentro de nós.
(Eckhart Tolle)


quinta-feira, 24 de abril de 2014

Tudo é aprendizado



De uma coisa, porém,temos certeza: a vida nos proporcionará todas as experiências que forem as mais úteis à evolução de nossa consciência. 
Como saberemos que determinada experiência é aquela que necessitamos? Porque ela será a experiência pela qual estaremos passando no momento.

(Eckhart Tolle)

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Praticando o poder



Alguém diz alguma coisa grosseira para ferir você.
Em vez de desencadear uma reação inconsciente e uma negatividade, como uma agressão, uma defesa ou um retraimento, você deixa isso passar através de você. Não ofereça resistência.
É como se não existisse mais ninguém ali para ser machucado.
Isso é perdão. Nesse sentido, você se torna invulnerável.
Pode dizer a essa pessoa que o comportamento dela é inaceitável, se você escolher fazer isso. Mas essa pessoa já não tem mais o poder de controlar o seu estado interior.

(Eckhart Tolle )

terça-feira, 16 de julho de 2013

O que mais existe?



Imagine a terra sem a vida humana, habitada apenas por plantas e animais.
Será que ainda haveria passado e futuro?
Será que as perguntas “que horas são?” ou “que dia é hoje?” teriam algum sentido para um carvalho ou uma águia?
Acho que eles ficariam intrigados e responderiam: “Claro que é agora. A hora é agora. O que mais existe?”

(Eckhart Tolle)

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Deus e eu



Conta-se que alguém perguntou à Madre Tereza de Calcutá:
- O que a senhora diz para Deus em suas orações?
- “Nada, eu só escuto”, respondeu ela.
E o que Deus diz para a senhora em suas orações?
- “Nada, ele só escuta”.
Essa é a verdadeira e mais profunda dimensão da oração: uma experiência de presença e de comunhão que transcende a tudo.

 (Eckhart Tolle)

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Quietude



Quando você perde o contato com a quietude interior, você perdeu contato com si mesmo.
Quando você perde o contato com você mesmo, você perde contato com o mundo inteiro.
A sensação do ser mais profundo é o que você verdadeiramente é.
Este é o EU SOU, mais profundo que o nome ou a forma que possui.
Quietude é a sua natureza essencial.
O que é quietude? O mais profundo espaço de consciência, que percebe essas palavras e compreende. Sem essa consciência, não há percepção, nem pensamentos, nem realidade.
Você é essa consciência personificada, particularizada.
Os pensamentos são equivalentes aos ruídos internos. O silencio externo é equivalente a quietude interior.
Sempre que algum silencio acontecer perto de você – ouça-o. Ou melhor, preste atenção a ele.
Ouvir o silencio desperta a dimensão de quietude em você, porque só através da quietude que você pode estar consciente do silencio.
Olhe o momento em que o silencio acontecer a sua volta, você não estará pensando. Você estará consciente, mas não estará pensando.
Quando você se torna consciente do silencio, imediatamente acontece um estado de profunda consciência alerta.
Você está presente. Você está dando um passo adiante através de milhões de anos de condicionamentos humanos.
Olhe as árvores, as flores, as plantas. Deixe sua consciência se derramar sobre elas. Como as sente, quão profundamente pode sentir sua essência.
Toda a natureza nos ensina sobre nossa quietude.
Quando você olhar uma árvore, e perceber sua quietude, você está se tornando quietude também.
Você conectou com ela, em um nível muito profundo. Você sente a unicidade com o todo, e percebe o todo através de si mesmo.
Sentir a expansão da unicidade em você unindo-se a todas as coisas é o verdadeiro amor.
Quando você vê uma árvore, ou um ser humano estando em quietude interior, quem está olhando? Algo mais profundo que a personalidade. A consciência está olhando e é a criação.
Na Bíblia, diz que Deus criou o mundo e viu que era bom. É isso que você vê quando você olha o mundo a partir da quietude interior, sem o ruído dos pensamentos.
(Eckhart Tolle)