quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Ego


O ego é o único problema, porém ele cria mais mil e um problemas. Ele cria ganância, cria raiva, cria luxúria, cria ciúme, e assim por diante.
E as pessoas vivem brigando, cheias de ganância, de raiva, de luxúria, mas é tudo fútil. Se a raiz não for cortada, novos galhos continuarão a nascer.
Você pode podar os galhos e as folhas, mas isso não basta. Na verdade, com a poda a árvore fica cada vez mais grossa. A folhagem fica cada vez mais espessa. A árvore fica mais forte.
Minha insistência é: não lute contra os sintomas, vá até a raiz do problema, que é só uma - o ego.
Se você aprender a ficar sem o ego, a viver como se você não existisse, a ser ninguém, um nada, então chegará ao supremo. Não há meta mais alta. E ela pode ser facilmente alcançada, porque o ego é um fenômeno falso, portanto pode ser abandonado.
Ele não é uma coisa real - é imaginário, é uma sombra. Se você continuar acreditando nele, ele vai existir. Mas, se olhar fundo, perceberá que ele não pode ser encontrado.
Meditar significa simplesmente olhar no fundo do ser procurando o ego, examinando cada cantinho do ser para encontrá-lo. Mas ele não estará em lugar algum. 
E, no momento em que você não o encontra em lugar algum, o ego acaba e você renasce.
(Osho)

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Guardar só o melhor



Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.
Em cofre não se guarda coisa alguma.
Em cofre perde-se a coisa à vista.

Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por
admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.

Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por
ela, isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela,
isto é, estar por ela ou ser por ela.

Por isso melhor se guarda o voo de um pássaro
do que um pássaro sem voos.
(Antonio Cícero)

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Da minha aldeia


Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...
Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe
de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos
nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.
 (Alberto Caeiro)

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Luz da semana


Meus pensamentos estão sempre lá, seja a idade que tiver. 
Seu conteúdo pode mudar, mas minha capacidade de pensar não. 
Primeiro de tudo, eu sou um ser pensante, experimentando ser uma alma. 
Pensamentos não são algo físico que eu possa experimentar com os órgãos dos sentidos físicos. 
Eu não posso ver, provar ou tocar um pensamento. 
Pensamentos não são feitos de matéria ou até mesmo de células do cérebro. 
Eu sou um ser não-físico que cria pensamentos. 
Minha forma, um ponto de energia situado no centro da testa, é a única forma que não pode ser destruída. 
É algo tão pequeno que não pode ser dividido. Minha identidade é a alma. 
Todas as outras identidades - professor, estudante, homem, mulher, pai, mãe, amiga - são simplesmente diferentes papéis que eu, a alma, desempenho.
(Brahma Kumaris)

sábado, 19 de novembro de 2011

Recadinhos


Uma coisa é escutar nosso coração; outra coisa é ficar sempre conversando com o nosso “eu” interior, sem prestar atenção aos outros.
Este diálogo egoísta muitas vezes não nos deixa dormir durante a noite, e nos tira o prazer de momentos importantes do dia.
Reclamamos em silêncio de pessoas que não agiram bem, de coisas que não aconteceram como queríamos, de atitudes erradas que tivemos.
Dentro de cada um de nós existe um anjo e um demônio, e suas vozes são muito parecidas. O demônio alimenta esta conversa, procurando nos mostrar como somos fracos e injustiçados. O anjo nos faz refletir sobre nossas atitudes, mas – geralmente – está tentando silenciar esta voz interna.
Ele sabe que, para descobrir nosso verdadeiro caminho, precisamos conversar com o próximo. Nosso anjo costuma usar muito a boca de outras pessoas para nos dar seu recado.
(P. Coelho)