sexta-feira, 9 de outubro de 2015
Qual é o significado da tristeza e como lidar com ela?
Na tristeza ficamos tristes.
Quando perdemos alguém.
Quando perdemos.
Quando as coisas não são como queríamos que fossem.
Quando as pessoas não são como queríamos que fossem.
Quando o mundo e a realidade não são o que queríamos que fossem.
Quando não somos o que gostaríamos de ser.
Quando não temos o que gostaríamos de ter.
Porém, se nos lembrarmos que as coisas são como são que as pessoas são como são que nós, o mundo e a realidade são o que são e que podemos apreciar o que temos invés de lamentar o que não temos, começamos a entrar no mundo da não dualidade.
Se houver sabedoria e compaixão perceberemos que a tristeza, mesmo profunda, é passageira.
Perceberemos que se as coisas, as pessoas, o mundo, a realidade e nós mesmos estamos num processo contínuo de transformação
Então poderemos pensar em nos tornarmos essa transformação que queremos no mundo.
Para que haja menos tristeza, mais alegria, mais compartilhamento e harmonia.
O contentamento com a existência é um dos ensinamentos principais de Buda:
“a pessoa que conhece o contentamento é feliz, mesmo dormindo no chão duro; a pessoa que não conhece o contentamento é infeliz mesmo num palácio celestial.”
Então, quando sentimos tristeza, observamos a tristeza.
Como está nossa respiração? Como estão os batimentos cardíacos? Como está a nossa postura? Que pensamentos são esses que me fazem deixar os ombros cair para frente, baixar a cabeça e, quem sabe, chorar?
Como se formam as lágrimas?
E, mesmo em meio a lágrimas, podemos sorrir e perceber que enquanto vivas criaturas temos esta experiência extraordinária e bela de poder ficar triste.
Tristeza que vem.
Tristeza que vai.
E sem se apegar a coisa alguma e sem sentir aversão a coisa alguma descobrimos o verdadeiro sentido da vida.
É assim que trabalhamos a tristeza.
Zazen – sentar-se em zen e observar a si mesma.
Postura correta, alongamento da coluna vertebral, abrir o diafragma e respirar profundamente. Inspiração mais curta, expiração mais longa. Saboreando o ar. Ombros alinhados e retos, postura de Buda.
Ensinamentos de sabedoria nos auxiliam a sair da toca, do casulo de separatividade que falsamente criamos e de nos lembrarmos que sempre há pessoas e situações piores do que a nossa, sempre há pessoas e situações melhores do que a nossa e nunca, nunca, perder a dignidade.
Tristeza boa é da saudade de alguém que logo poderemos rever.
Tristeza ruim é aquela que náo queremos deixar passar. Aquela na qual nos agarramos, pois nos dá uma identidade, nos torna especiais. Especialmente tristes. Comoventes, Vítimas a serem apiedadas e cuidadas. Ah! Quanta carência.
Abandonar a tristeza é abrir as mãos, o coração, a mente para a emoção seguinte.
É lavar o rosto, olhar para a imensidão do céu, da Terra, do mar e perceber a pequenês da nossa vida.
Sem culpa e sem culpar ninguém.
Sinta a tristeza, reconheça, respire a tristeza e a deixe passar.
Mãos em prece _/\_
(Monja Coen)
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
Coisas d'alma
Quando a alma está feliz a prosperidade cresce, a saúde melhora, as amizades aumentam, enfim, o mundo fica bem com você.
O mundo exterior reflete o universo interior.
(Mahatma Gandhi)
Contando um conto
O mestre, conduz seu aprendiz pela
floresta. Embora mais velho, caminha com igualdade, enquanto seu aprendiz
escorrega e cai a todo instante.
O aprendiz blasfema, levanta-se e cospe no chão traiçoeiro e continua a acompanhar seu mestre.
Depois de longa caminhada, chegaram a um lugar sagrado. Sem parar, o mestre dá meia volta e começa a viagem de volta.
-Você não me ensinou nada hoje- diz o aprendiz, levando mais um tombo.
-Ensinei sim, mas você parece que não aprende – respondeu o mestre – estou tentando te ensinar como se lida com os erros da vida.
-E como lidar com eles?
– Como deveria lidar com seus tombos- respondeu o mestre- Em vez de ficar amaldiçoando o lugar onde caiu, devia procurar aquilo que o fez escorregar.
O aprendiz blasfema, levanta-se e cospe no chão traiçoeiro e continua a acompanhar seu mestre.
Depois de longa caminhada, chegaram a um lugar sagrado. Sem parar, o mestre dá meia volta e começa a viagem de volta.
-Você não me ensinou nada hoje- diz o aprendiz, levando mais um tombo.
-Ensinei sim, mas você parece que não aprende – respondeu o mestre – estou tentando te ensinar como se lida com os erros da vida.
-E como lidar com eles?
– Como deveria lidar com seus tombos- respondeu o mestre- Em vez de ficar amaldiçoando o lugar onde caiu, devia procurar aquilo que o fez escorregar.
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
Palavras
Sua vida vai continuar vazia se você conhecer
apenas as coisas que podem ser compradas e vendidas. Relacione-se com coisas
que não podem ser compradas nem vendidas.
Aquilo que não pode ser comprado é
sagrado.
(Osho)
Esperança
Em que é que devemos alicerçar a nossa esperança?
Na certeza de que o futuro pode sempre ser melhor.
Mesmo que o presente não seja famoso, os poderes da vida e do bem são tais que podem sempre vencer o mal, desde que decidais associar-vos a eles.
Alguém dirá: Mas que esperança posso eu ter?Todas as minhas iniciativas falham, não tenho qualquer futuro!
Evidentemente, isso depende daquilo a que chamais o vosso futuro.
Se só perspectivais esse futuro como sucesso material, social ou como um romance de amor digno dos contos de fadas, talvez o vosso futuro esteja realmente tapado.
Mas o vosso verdadeiro futuro, o vosso futuro de filhos e filhas de Deus, está escancarado diante de vós.
Os dias são diferentes uns dos outros.
Hoje não vistes o sol?
Amanhã ele voltará a brilhar.
Nada está definitivamente fechado para aqueles que sabem onde alicerçar a sua esperança.
(Omraam)
terça-feira, 6 de outubro de 2015
A medida real
As
práticas espirituais só adquirem sentido na vida cotidiana.
A relação com
nossos pais, esposa, marido, filhos, colegas de trabalho e demais seres em
todos os planos da existência, material e sutil, é o verdadeiro termômetro da
prática. Um sinal de que algo está errado é nos considerarmos espiritualizados,
praticantes disciplinados e zelosos, e, ainda assim, sermos tomados por
desinteresse e falta de compaixão em relação aos seres que nos rodeiam.
No
sentido último, o isolamento e a prática formal são artificialidades - só se
justificam por eventualmente proporcionarem a remoção de obstáculos. São
remédios, têm princípios ativos, e, por isso, também efeitos colaterais. Quanto
antes nos livrarmos dos remédios e atingirmos nossa condição natural de saúde,
tanto melhor.
Todas as construções espirituais, ainda que meritórias, são
esponja, água e sabão, ou seja, dispensáveis ao final da limpeza.
(Lama
Padma Pamtem)
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
Palavras
A
força real pode ser encontrada não no poder, dinheiro ou armas, mas na profunda
paz interior.
Quando atingimos o suficiente discernimento, não somos mais
capturados pelas muitas situações difíceis.
(Thich
Nhat Hanh)
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