quarta-feira, 23 de setembro de 2015
Torne-se felicidade e paz
Quando as nuvens que escondem a face da lua são sopradas pelos ventos, a lua brilha clara e imperturbável; igualmente, quando as nuvens do egoísmo são sopradas para longe, a mente do homem brilhará pura e completa, com seu esplendor natural.
Esse é o estágio da bem-aventurança onde a dor deixa de existir. Onde existe luz, a escuridão não pode existir.
A lâmpada da sabedoria (Jnana), uma vez acesa nunca morre, desvanece ou pisca. A felicidade (ananda) e a paz (shanti) que os homens buscam a partir dos objetos do mundo, solicitados por seus sentidos, tremulam e em breve desaparecem e morrem. Elas apenas satisfazem momentaneamente os anseios insensatos da pessoa. Elas são alcançadas pela luxúria, ira, ódio e inveja, e assim são falsas e inconstantes.
Controle e conquiste essas emoções; só então você pode adquirir Ananda (felicidade) e Shanthi (paz) verdadeiras.
Essas não desaparecem nem tremulam. Você não só pode adquiri-las, você pode de fato tornar-se elas.
(Sai Baba)
terça-feira, 22 de setembro de 2015
(Inter)ligue-se!
Quaisquer
que sejam nossas circunstâncias externas, no fim das contas a felicidade ou
infelicidade depende da nossa mente.
Considere que uma companhia com quem nós
ficamos, continuamente, dia e noite, é a nossa mente. Realmente gostaria de
viajar com alguém que ficasse reclamando o tempo todo e ficasse dizendo quão
inútil tu és, quão sem jeito tu tens, alguém que lhe lembre de todas as coisas
horrorosas que já fez? Ainda assim, para muitos de nós, esse é o jeito que
vivemos – com esse crítico incansável, difícil de agradar e sempre nos
rebaixando que é nossa mente. Ela ignora totalmente as nossas qualidades e é
genuinamente uma companhia muito triste
A
questão é que quando a nossa mente está cheia de generosidade e pensamentos de
bondade, compaixão e contentamento, a mente sente-se bem. Quando a nossa mente
está cheia de raiva, irritação, auto-piedade, ganância e apego, a mente
sente-se doente. E se nós realmente investigarmos isso, podemos ver que temos a
escolha: podemos decidir amplamente que tipo de pensamentos e sentimentos irão
ocupar nossa mente. Quando os pensamentos negativos aparecem, podemos
reconhecê-los, aceitá-los e deixá-los ir. Podemos escolher não segui-los, o que
só colocaria mais lenha na fogueira. E quando pensamentos bons vêm à mente –
pensamentos de bondade, cuidado, generosidade e contentamento, e um senso de
não segurar mais as coisas tão fortemente, podemos aceitar e encorajar isso,
mais e mais. Podemos fazer isso. Somos o guardião do precioso tesouro que é
nossa própria mente.
Um
coração genuinamente bom é fundamentado no entendimento da situação como ela
realmente é. Não é uma questão de sentimentalismo. E um bom coração também não
é uma questão de sair por aí num tipo de euforia de falso amor, negando o
sofrimento e dizendo que tudo é bênção e alegria. Não é assim. Um coração
genuinamente bom é um coração que é aberto e é ávido por compreensão. Ele ouve
as tristezas do mundo. A nossa sociedade está errada ao pensar que a felicidade
depende da satisfação dos nossos próprios desejos e vontades. Por isso a nossa
sociedade está tão miserável. Somos uma sociedade de indivíduos, todos
obsessivos com o esforço por nossa própria felicidade.
Estamos desligados do
nosso sentido de interligação com os outros, estamos desligados da realidade.
Porque na realidade estamos todos interligados.
(Jetsunma
Tenzin Palmo)
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
Coisas d'alma
Alma é o nome do lugar onde se encontram esses pedaços perdidos de nós mesmos. São partes do nosso corpo como as pernas, os braços, o coração. Circulam em nosso sangue, estão misturadas com os nossos músculos. Quando elas aparecem o corpo se comove, ri, chora.
(Rubem Alves)
Luz da semana
Hoje se pergunte: que tipo de
pensamento me dá força e que tipo de pensamento tira minha força?
Aprenda a
criar pensamentos puros. Veja que, a medida que você entra em si mesmo, aquela
honestidade verdadeira e profunda aparece.
É quando a alma se torna honesta que
o conhecimento espiritual entra na alma. E quando isso acontece você descobre
uma mina de joias dentro de si.
Portanto, tenha a sensatez de usar a mente de
forma correta. Independente do que os outros estão fazendo, eu tenho de ser
feliz comigo e feliz com todos.
(Dadi Janki)
domingo, 20 de setembro de 2015
sábado, 19 de setembro de 2015
Porque hoje é sábado
Há muitas solidões cruzadas - diz - em cima e em baixo
e outras no meio; diferentes e semelhantes, forçadas e
impostas
ou como que escolhidas, como que livres - mas sempre
cruzadas.
Mas no fundo, no centro, há apenas uma solidão - diz;
uma cidade vazia, quase esférica, sem quaisquer
anúncios luminosos multicores, sem lojas, sem motocicletas,
com uma luz branca, vazia, brumosa, interrompida
por centelhas de desconhecidos semáforos. Nesta cidade
habitam desde há anos os poetas. Caminham silenciosos de
braços cruzados,
recordam fatos imprecisos, esquecidos, palavras,
paisagens,
estes consoladores do mundo, sempre inconsolados,
perseguidos
pelos cães, pelos homens, pelos vermes, pelos ratos, pelas
estrelas,
perseguidos até pelas suas próprias palavras, ditas ou não
ditas.
(Yiannis Ritsos)
e outras no meio; diferentes e semelhantes, forçadas e
impostas
ou como que escolhidas, como que livres - mas sempre
cruzadas.
Mas no fundo, no centro, há apenas uma solidão - diz;
uma cidade vazia, quase esférica, sem quaisquer
anúncios luminosos multicores, sem lojas, sem motocicletas,
com uma luz branca, vazia, brumosa, interrompida
por centelhas de desconhecidos semáforos. Nesta cidade
habitam desde há anos os poetas. Caminham silenciosos de
braços cruzados,
recordam fatos imprecisos, esquecidos, palavras,
paisagens,
estes consoladores do mundo, sempre inconsolados,
perseguidos
pelos cães, pelos homens, pelos vermes, pelos ratos, pelas
estrelas,
perseguidos até pelas suas próprias palavras, ditas ou não
ditas.
(Yiannis Ritsos)
Tradução: Custódio Magueijo
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
A regra de ouro
“Tudo o que quereis que os homens
vos façam, fazei-o vós a eles.”
(Mateus 7:12, Bíblia Sagrada)
“O que detestares para ti, não o faças ao teu próximo.”
(Rabi Hillel, sábio judeu do período do segundo Templo de Jerusalém)
“O que não quiseres que te façam, não o faças aos demais.”
(Confúcio, pensador Chinês)
“Que ninguém faça aos outros aquilo que para si seria repugnante.”
(Mahabharata, texto sagrado hindu)
“Só é boa aquela natureza que não faz ao outro aquilo que não é bom para si própria.”
(Zoroastro, profeta persa)
“Não trates os outros como não gostarias que te tratassem.”
(Ensinamento budista)
“O que é odiável para ti, não o faças ao teu próximo: a Torah é isto; o resto são apenas comentários.”
(Talmud)
“Não te vingarás nem te irarás contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo.”
(Pentateuco, atribuído a Moisés)
“Nenhum de vocês será um verdadeiro fiel até que deseje ao seu semelhante aquilo que deseja para si mesmo.”
(Ensinamento Islã)
“Se os teus olhos estiverem focados na justiça, escolhe para o teu próximo o que escolheres para ti próprio.”
(Fé Bahá’í)
“Se não fores capaz de nutrir e ajudar a ti mesmo, não serás capaz de nutrir e ajudar os outros.”
(Índios Norte Americanos)
“Assim como te consideras a ti mesmo, considera os outros.”
(Ensinamento Sikh)
“Vê o proveito do teu semelhante como o teu próprio proveito, e a sua perda como a tua própria perda.”
(Taoísmo)
“Homem, aquilo de que não gostares, não o faças aos teus semelhantes.”
(Tradição Africana de Ba-Congo)
“Este é o resumo de qualquer dever: não faças aos outros nada que te magoasse se te fizessem a ti.”
(Mahabharata 5, 1517)
“Deveríamos tratar todas as criaturas do mundo como gostaríamos que nos tratassem.”
(Mahavira, Sutrakritanga 1,11,33)
“Não sou nenhum estranho para ninguém e ninguém me é estranho. Na realidade, sou amigo de todos.”
(Siri Guru Granth Sahib, p. 1299)
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