Na dimensão humana, somos, sem dúvida, superiores aos nossos filhos.
Somos maiores, mais fortes, sabemos mais e conseguimos fazer mais.
Se essa dimensão for tudo o que conhecemos, então nos veremos acima deles, ainda que de modo inconsciente. E faremos com que se sintam inferiores, ainda que de modo inconsciente também.
Não existe igualdade entre nós e eles porque só existe forma nesse relacionamento - e na forma, é claro, não somos semelhantes. Podemos amá-los, contudo, nosso amor é apenas humano, isto é condicional, possessivo, intermitente.
Apenas além da forma, no Ser, nós somos iguais.
E somente quando encontramos a dimensão sem forma em nós mesmos é possível haver amor verdadeiro nessa relação.
A presença que nós somos, o "eu sou" eterno, reconhece a si mesma em outro indivíduo, e este - neste caso, o filho - se sente amado, ou seja, reconhecido.
(Eckhart Tolle)
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