segunda-feira, 9 de março de 2015

Luz da semana

Destemor vem quando há o poder da verdade dentro de nós. Quando somos constantemente verdadeiros não temos nada a temer. É o poder da verdade que nos faz manter a fé e a coragem e nos capacita a enfrentar os desafios no dia a dia. Quando nos certificamos de que nossas ações são baseadas na verdade, mesmo que as coisas deem erradas, ainda assim, permaneceremos destemidos. 
Para isso é preciso sempre relembrar que temos o poder da verdade conosco e que seremos vitoriosos, sejam quais forem os desafios que surjam no caminho.
(Brahma Kumaris)


domingo, 8 de março de 2015

Mulher

Mulher, não és só obra de Deus;
os homens vão-te criando eternamente
com a formosura dos seus corações,
e os seus anseios
vestiram de glória a tua juventude.
Por ti o poeta vai tecendo
a sua imaginária tela de ouro:
o pintor dá às tuas formas,
dia após dia,
nova imortalidade.
Para te adornar, para te vestir,
para tornar-te mais preciosa,
o mar traz as suas pérolas,
a terra o seu ouro,
sua flor os jardins do verão.
Mulher, és meio mulher,
meio sonho.
(Rabindranath Tagore)

Para aquecer o coração

sábado, 7 de março de 2015

Porque hoje é sábado



Se eu pudesse trincar a terra toda
E sentir-lhe um paladar,
Seria mais feliz um momento ...
Mas eu nem sempre quero ser feliz.
É preciso ser de vez em quando infeliz
Para se poder ser natural...
Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se.
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E que haja rochedos e erva ...
O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja.

(Alberto Caeiro)

sexta-feira, 6 de março de 2015

O poder na sua mão

As nossas mãos são como antenas que têm a possibilidade de captar correntes de forças, mas também de projetá-las. 
Alguns dirão: Mas isso é perigoso, é magia! Sim, é magia. Tudo o que fazemos é magia. Os magos são seres que sabem servir-se das suas mãos para receber forças ou projetá-las, para as reter ou as orientar, para as amplificar ou reduzir a sua intensidade. E não há de que ter medo, porque foi o Criador que dotou as nossas mãos com tais poderes. 
Se as pessoas soubessem observar, reconheceriam em certos gestos da vida quotidiana um vestígio deste saber milenário a respeito das nossas mãos e dos seus poderes. 
Reparai: em todos os países, quando as pessoas se encontram ou se separam, o que é que fazem? Levantam o braço para enviar uma saudação ou dão um aperto de mãos. A mão serve, pois, como meio de emissão e recessão entre os humanos. 
Por isso, é preciso estarmos particularmente atentos àquilo que damos com a mão. Se as pessoas se saúdam, é para fazerem bem umas às outras, para darem mutuamente algo de bom. Se se saúda ou se aperta a mão maquinalmente, com uma atitude negligente, distante, fechada, é inútil. Mas, para aqueles que têm a consciência desperta, é um gesto formidável, significativo e operante pelo qual eles podem encorajar, consolar e vivificar as criaturas, e dar-lhes muito amor. 
Uma saudação deve ser uma verdadeira comunhão, deve ser poderosa, harmoniosa, viva. 
Mas a mão é um meio para entrar em relação não só com os humanos, mas também com a natureza. 
Quando abris a janela ou a porta, de manhã, habituai-vos a saudar toda a natureza, as árvores, o céu, o sol, erguei a mão, pelo menos a vossa mão etérica, e dizei «Bom dia!» a toda a criação. Perguntar-me-eis: Mas isso tem utilidade? Serve para alguma coisa? Sim, serve para começar o dia com um ato essencial: ligar-se à fonte da vida. Em resposta à vossa saudação, toda a natureza também se abrirá a vós, enviar-vos-á forças para todo o dia. 
É tempo de compreenderdes que tendes um trabalho a fazer com o vosso pensamento, com o vosso amor, para que a natureza se abra a vós. 
Experimentai: quando vos aproximardes de um lago, de uma floresta, de uma montanha, parai um momento e acenai-lhe com a mão. Sentireis que, interiormente, algo se equilibra, se harmoniza, e muitas incertezas e incompreensões desaparecerão em vós muito simplesmente porque decidistes saudar a natureza viva e as criaturas que nela habitam. Tocai simplesmente uma pedra com amor e ela já não será a mesma: aceita-vos, vibra em uníssono convosco, também ela vos ama. 
Sim! Tudo na terra é vivo e cabe-vos a vós saber como trabalhar para que essa vida venha até vós. No dia em que souberdes manter uma relação consciente com a criação, sentireis a verdadeira vida penetrar em vós. 
(Omraam Mikhaël Aïvanhov)


quinta-feira, 5 de março de 2015

Entre aspas


Contando um conto

Um peregrino passa diante de um vasto canteiro de obras.
– O que você está fazendo? – pergunta a um dos operários que vê por ali, trabalhando com grande empenho.
O trabalhador acha a pergunta engraçada. Enxuga o suor do rosto enquanto responde:
– Não está vendo? Estou quebrando pedras.
Mais adiante, o peregrino pergunta a mesma coisa a um outro talhador de pedras.
– Estou ganhando o meu sustento – responde, com grande seriedade.
Antes de deixar o canteiro de obras, o peregrino faz a pergunta ainda uma vez, a um terceiro talhador de pedras.
– Eu estou ajudando a construir uma catedral – responde este, sorrindo.
O peregrino retoma seu caminho.