sexta-feira, 27 de maio de 2016

Relação de poder entre homens e mulheres



Por cada mulher e rapariga atacadas com violência, reduzimos a nossa humanidade. Por cada mulher forçada a ter sexo desprotegido por exigência do homem, destruímos dignidade e orgulho. Cada mulher que tem de vender a sua vida por sexo, condenamos a prisão perpétua. Por cada mulher infectada pelo HIV, destruímos uma geração. (...) Temos de ser honestos e sinceros sobre as relações de poder entre homens e mulheres na nossa sociedade, e temos de ajudar a construir um ambiente de maior capacitação e apoio, que coloque o papel da mulher na ribalta desta luta. Cada um de nós - irmã e irmão, mãe e pai, professor e aluno, sacerdote e paroquiano, gerente e trabalhador, presidentes e primeiros-ministros - têm de juntar a sua voz a esta exigência de atuação.
(Nelson Mandela, in 'Conferência Mundial sobre Religião e Paz -1994)

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Contando um conto



Um praticante foi até o seu professor de meditação, tristemente, e disse: Minha prática de meditação é horrível! Ou eu fico distraído, ou minhas pernas doem muito, ou eu constantemente fico com sono. É simplesmente horrível
Isso passará, o professor disse suavemente.
Uma semana depois, o estudante retornou ao seu professor, eufórico: Minha prática de meditação é maravilhosa! Eu sinto-me tão consciente,tão pacífico, tão relaxado, tão vivo! É simplesmente maravilhoso!
O mestre disse tranquilamente: Isso também passará.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

O próprio viver



Cada um de nós tem uma música própria para cantar, uma dança própria para dançar.
Às vezes, em sua simplicidade, isso é óbvio. Em outras é complexo e confuso, escondido nos recônditos de uma essência ainda desconhecida. Todos nós estamos aqui para fazer algo único, para expressar nossa individualidade e seu desejo pela perfeição e por uma vida mais gloriosa. Quando descobrimos o que tal expressão significa, sentimos grande alegria e plenitude e, nessa evolução, o ritmo de nossas vidas, parece se acelerar. Ficamos felizes, ligados a vida, seja vendendo imóveis ou administrando recursos financeiros ou sendo mãe e dona de casa, varrendo o chão e fazendo compras, ou coreografando uma peça da Broadway. Nesse ponto, todo o esforço despendido com elementos discordantes e dispares faz sentido: ele nos ensina a arte de nos assenhorarmos da vida - o controle do eu. Ocorreu uma integração. As rupturas no mundo exterior parecem coincidir com algum tipo de plenitude interior, uma lição aprendida. E mesmo que não haja nenhum sinal dramático externo, o próprio viver torna-se excitante. Talvez não mais fácil, mas certamente mais gratificante, mais harmonioso. De repente a vida tem um propósito e você tem algo a dizer. A completa maestria é apenas uma questão de tempo.
(Zulma Reyo)

terça-feira, 24 de maio de 2016

Entre aspas



Fico besta com quem perde a compostura por não gostar de algo ou alguém: tão mais simples desconectar. 
Não ouça, não leia, não prestigie. 
Dê atenção ao que tem sintonia com você. E toque sua vida, sem agredir.
(Martha Medeiros)

Pensamentos daqui e dali



O amadurecimento no caminho espiritual cria para nós milhares de possibilidades. Toda magia e encantamento das dez mil coisas que surgem diante de nós ganha vida de uma maneira nova. Nossos pensamentos e sentimentos se abrem como uma paleta em expansão. Experimentamos mais profundamente tanto a beleza quanto o sofrimento da vida; podemos ver com novos olhos e ouvir toda a grande canção da vida.
(...) Todas as grandes religiões são apenas conjuntos de palavras e conceitos, cortinas puxadas sobre o grande mistério da vida. Elas são os caminhos que grupos de seres humanos iguais a nós encontraram para interpretar, compreender e se sentir seguros diante da indescritível, impenetrável e sempre mutável canção da vida.
Como honramos esse mistério? A partir de uma perspectiva desperta, a vida é um jogo de padrões, os padrões das árvores, o movimento das estrelas, o padrão das estações e os padrões da vida humana em todas as suas formas. Cada um desses padrões poderia ser chamado de uma canção ou de uma história. (...) Esses padrões básicos, essas histórias, os arquétipos universais através dos quais toda vida surge, podem ser vistos e ouvidos quando estamos serenos, atentos e despertos.
À medida que a nossa visão se abre, podemos fazer indagações extraordinárias. Quais os padrões e histórias que nos foram reservados nesta vida? Qual a forma "individual" que assumimos desta vez? Quais os mitos e histórias que herdamos e quais histórias continuamos acompanhando em face do mistério?
(...) As circunstâncias da nossa vida nos levam a certos temas, a certas tarefas a cumprir, a dificuldades que precisamos enfrentar e a lições que temos de aprender. Convertemos isso tudo na nossa história, na nossa canção. À medida que ouvimos profundamente, podemos escutar qual parte escolhemos, como criamos nossa identidade diante do mistério. Contudo, precisamos perguntar: "É isso que eu sou?"
A prática espiritual é revolucionária. Ela permite que saiamos da nossa identidade pessoal, da nossa cultura e religião, para experimentar mais diretamente o grande mistério, a grande música da vida.
(...) Aqui à nossa volta está sempre o mistério. Essa grande canção tem a alegria e a tristeza como sua urdidura e textura. Entre as montanhas e os vales do nascimento e da morte, encontramos todas as vozes e todas as possibilidades. A prática espiritual não nos pede para colocarmos mais crenças em cima de nossa vida. No seu cerne, ela nos pede para despertar, para enfrentar a vida diretamente.
(...) Veremos como isso pode ser difícil. Encontraremos todas as histórias de dor e medo, o sentimento contraído do eu que se retrai diante das inevitáveis adversidades e sofrimentos da vida. Sentiremos o vazio e a perda na impermanência de nós mesmos e de todas as coisas. Durante um certo tempo da prática, toda a criação talvez pareça ser uma história limitada e dolorosa, na qual a vida é impermanente, cheia de sofrimentos e difícil de suportar. Talvez ansiemos por afastar-nos de suas dores e reveses. Mas essas perspectivas são apenas a primeira parte do nosso despertar.
A segunda parte da grande história do despertar não se refere à perda ou à dor, mas ao encontro da harmonia da nossa própria canção dentro da grande canção. Podemos encontrar paz e liberdade diante do mistério da vida. (...) No processo de transformação, surge uma abundância de novas formas, de novos nascimentos, de novas possibilidades, de novas expressões de arte, de música e milhões de formas de vida. É somente porque tudo está mudando que essa generosa e ilimitada criatividade existe.
O tesouro oculto nos sofrimentos, nas tristezas e dores do mundo é a própria compaixão. A compaixão é a resposta da vida ao sofrimento. Compartilhamos a beleza da vida e o oceano das lágrimas. O sofrimento da vida é parte do coração de cada um de nós, e parte daquilo que nos liga uns aos outros. Ele traz consigo a sua ternura, a misericórdia e uma bondade universal que pode tocar todos os seres.

(Jack Kornfiel)

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Luz da semana



Diariamente, criamos energias escuras por meio das coisas negativas que fazemos. Ao mesmo tempo, criamos energias positivas quando pronunciamos palavras de Luz e quando somos uma força de gentileza neste mundo.
Quando permitimos que a parte semelhante a Deus dentro de nós se propague e toque as pessoas ao nosso redor, construímos nossa Luz e nossa força individuais e, simultaneamente, aumentamos a energia positiva no mundo como um todo.
Quando a Luz dentro de nós – nossa gentileza, nossa força, nosso amor – prevalece sobre nossos impulsos negativos – nossos medos, nossa raiva e ódio por nós mesmos – contribuímos com energia positiva na batalha cósmica da Luz contra a escuridão. Nenhum esforço espiritual se destina a nós individualmente. Estamos todos interconectados, e tudo que fazemos, ou não fazemos, afeta os que nos rodeiam e, no final, a humanidade como um todo.
Não é fácil essa batalha que enfrentamos todos os dias de nossas vidas, mas é nesse campo que viemos a este mundo lutar. Nós temos em nossas mãos as ferramentas espirituais que podemos empregar - e triunfaremos.
 (Karen Berg)

domingo, 22 de maio de 2016

Pensamentos daqui e dali



Somos as escolhas que fazemos e as que omitimos, a audácia que tivemos e os fantasmas aos quais sacrificamos a possível alegria e até pessoas a quem amamos; a vida que abraçamos e a que desperdiçamos. 
Em suma, fazemos a escritura da nossa complicada história.
(Lya Luft)