sexta-feira, 23 de junho de 2017

Entre aspas



Nascemos sem trazer nada, morremos sem levar nada e nesse meio tempo, lutamos para sermos donos de algo.
(Rumi)

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Contando um conto



Era uma vez uma boneca de sal. após peregrinar por terras áridas, descobriu o mar e não conseguiu compreendê-lo. Perguntou ao mar: quem é você?
E o mar respondeu: sou o mar.
Mas o que é o mar?
E o mar respondeu: o mar sou eu.
Não entendo, disse a boneca de sal, mas gostaria muito de entender. Como faço?
O mar respondeu: encoste em mim.
então, a boneca de sal timidamente encostou no mar com as pontas dos dedos do pé. sentiu que começava a entender mas também sentiu que acabara de perder o pé, dissolvido na água.
Mar, o que você fez?!
E o mar respondeu: eu te dei um pouco de entendimento e você me deu um pouco de você. Para entender tudo, é necessário dar tudo.
Ansiosa pelo conhecimento, mas também com medo, a boneca de sal começou a entrar no mar. Quanto mais entrava, e quanto mais se dissolvia, mais compreendia a enormidade do mar e da natureza, mas ainda faltava alguma coisa:
Afinal, o que é o mar?
Então, foi coberta por uma onda.
Em seu último momento de consciência individual, antes de diluir-se completamente na água, a boneca ainda conseguiu dizer:o mar… o mar sou eu!

(Alex Castro)

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Coisas d'alma



Quando a minha mente está calma, eu acesso uma confiança que é descanso e proteção. Uma fé genuína na preciosidade da vida. Sinto que tudo em mim se reorganiza, silenciosamente, o tempo todo. Que isso tem mais a ver com o meu olhar, com a natureza das sementes que rego, do que eu possa perceber.
Minha expectativa, tantas vezes ansiosa, de que as coisas sejam diferentes, dá lugar à certeza tranquila de que, naquele momento, tudo está onde pode estar.
Em vez de sofrer pelas modificações que ainda não consigo, eu me sinto grata pelas mudanças que já realizei. E relaxo.
(Ana Jácomo)

terça-feira, 20 de junho de 2017

Palavras



Amar e reconhecer os defeitos dos que a gente ama; odiar e reconhecer as boas qualidades dos que a gente odeia; eis duas coisas bem raras sob o céu.
(Confúcio)

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Luz da semana



Cada vez que um enxame de preocupações invadir sua mente, recuse-se a ser afetado; espere calmamente enquanto procura o remédio. Pulverize as preocupações com o poderoso antídoto da sua paz.
(Paramahansa Yogananda)

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Contando um conto



Nasrudin sonhou que estava no céu e que tudo à sua volta era muito bonito e fácil. Só encontrava beleza e não precisava fazer esforço para nada, bastava desejar alguma coisa - qualquer coisa - e ela aparecia.
Tinha tudo que queria e estava super-satisfeito, os milagres aconteciam sempre que desejava. Foi bom demais por algum tempo, até que ele começou a se entediar, deixou de achar graça naquela vida. Aí resolveu procurar algum problema, qualquer situação que lhe aborrecesse ou até lhe fizesse ficar deprimido, porque já não suportava mais tanta maravilha.
Não encontrou nada que o perturbasse. Passou a procurar um trabalho para fazer, uma responsabilidade qualquer e não havia nada, porque era perfeito.
No seu sonho ele gritou:
- Não aguento mais! Estou cheio de não fazer nada e de ter tudo! Preferiria estar no Inferno!
E uma voz lhe respondeu:
- E onde é que você pensa que está?
Por isso é que é isso: o céu e o inferno não são localizados geograficamente; mas emocional e psicologicamente. Cada um faz seu céu ou inferno no seu espaço interior.

No momento em que você compreender que o céu ou o inferno estão somente dentro de você, poderá mudar inteiramente a sua vida. Enquanto não compreender, não haverá transformação.