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quinta-feira, 28 de setembro de 2017
Contando um conto
Ouvi uma antiga parábola sufi.
Dois discípulos de um grande mestre estavam caminhando pelo jardim da casa desse mestre. Era permitido a eles caminhar todo o dia, de manhã e de noite. O caminhar era um tipo de meditação, uma meditação do andar – exatamente como os adeptos do zen fazem a meditação do caminhar.
Os dois eram fumantes; ambos queriam a permissão do mestre. Então os dois decidiram:
Amanhã. No máximo, ele dirá não; mas vamos pedir. E não parece um sacrilégio assim tão grande, fumar no jardim; na realidade, nós não estaremos fumando na casa dele.
No dia seguinte, eles se encontraram no jardim. Um deles ficou furioso – furioso porque o outro estava fumando – e disse: O que aconteceu?
Eu também pedi, mas ele simplesmente recusou, categoricamente, dizendo não. E você está fumando? Não está se sujeitando as ordens dele!?
Ele respondeu: Mas ele disse sim para mim.
Isso parecia injusto. O primeiro então disse: Eu irei imediatamente até ele, para saber por que ele disse não para mim, e sim para você?
O outro disse: Espere um minuto! Primeiro me diga: o que você pediu a ele?
Ele respondeu: O que eu pedi? Simplesmente: Posso fumar enquanto meditar? Ele disse: Não – e parecia muito irritado.
O outro começou a rir e disse: Agora eu entendi a questão. Eu perguntei a ele: Posso meditar enquanto fumar? Ele disse: Sim.
Tudo depende.
Apenas uma sutil diferença e a vida vira algo completamente diferente.
Agora, há uma grande diferença. Perguntar: Posso fumar enquanto meditar? Simplesmente horrível.
Mas perguntar: Posso meditar enquanto fumar? Está perfeitamente bem. Ótimo! Pelo menos você está meditando.
A vida não é nem miséria nem glória. A vida é uma tela vazia e requer uma grande arte.
(Osho)
quarta-feira, 6 de setembro de 2017
Coisas d'alma
Prática espiritual não significa apenas sentar e meditar.
Prática é olhar, pensar, tocar, beber, comer, e falar.
Cada ato, cada respiração e cada passo pode ser uma prática e pode nos ajudar a nos tornarmos mais nós mesmos.
(Thich Nhat Hanh)
segunda-feira, 1 de agosto de 2016
Luz da semana
Recolher-se é desapegar. É dar um
passo atrás da situação atual. É me distanciar da influência das situações
externas que me prendem nas teias dos sentimentos e emoções.
Para que eu possa me recolher é
crucial entender que não preciso ficar
apegado aos acontecimentos rotineiros
ou às marés da vida.
A meditação me ajuda a construir esse
poder. Aprendo a ficar mais quieto. Falo menos. Penso menos. Desenvolvo uma
disciplina interior.
Para isso, preciso considerar minha
mente como minha filha. Não devo repreendê-la por pensar negativo mas tratá-la com
cuidado e amor.
Isto trará perseverança e finalmente
o poder de recolher-se.
(Brahma Kumaris)
quarta-feira, 30 de março de 2016
Salvando o dia
Não importa quão ocupados possamos
estar ou pensemos estar, ninguém nos paga o suficiente para se dar ao luxo de
demandar nossos recursos mentais, todos os momentos do dia.
Até mesmo durante o
trabalho podemos dedicar quinze segundos aqui e
sessenta segundos ali para equilibrar nossa atenção, concentrando-nos em nossa
respiração. Podemos deixar nossos olhos abertos e nos sentarmos calmamente por
alguns instantes, sem chamar a atenção.
Podemos fazer isso em nosso local de
trabalho, enquanto estamos na fila do banco, ou esperando o ônibus.
Existem
muitas breves ocasiões, desde que nos levantamos pela manhã até quando vamos
dormir à noite, onde podemos salvar o nosso dia com uma pitada de atenção plena
à respiração.
Cada vez que fazemos isso, podemos sentir imediatamente o efeito
revigorante em nossos corpos e em nossas mentes. Dessa forma, podemos começar a
integrar a qualidade da percepção, que cultivamos durante a meditação, com a
percepção que trazemos para nossas atividades no mundo durante o dia.
(Alan Wallace)
(Alan Wallace)
quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
Coisas d'alma
A meditação me ajuda a sentir a forma e a textura da minha vida interior.
Aqui, no silêncio, eu posso começar a saborear o que os budistas chamariam de minha verdadeira natureza, o que os judeus chamam de calma, suave voz e o que os cristãos chamam de Espírito Santo.
(Wayne Muller)
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
Esteja à vontade
Acima
de tudo, esteja à vontade, seja tão natural e aberto quanto possível.
Quietamente abandone a armadilha do seu eu ansioso habitual, solte a avidez e
relaxe-se em sua natureza verdadeira. Pense nesse seu eu ordinário, emocional e
comandado-pelo-pensamento como um bloco de gelo ou de manteiga deixado ao sol.
Se você está se sentindo duro e frio, deixe essa agressão derreter nos raios de
sol da sua meditação. Deixe a paz trabalhar em você e lhe deixar assumir sua
mente dispersa… e despertar em você a consciência e a percepção da visão clara.
E você vai ver toda a sua negatividade se desarmar, sua agressão se dissolver e
sua confusão se evaporar lentamente como uma neblina dentro do céu vasto e puro
da sua natureza absoluta.
(Sogyal
Rinpoche)
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
Permaneça nas alturas
Quando meditais, esforçai-vos por elevar-vos muito alto em vós mesmos e, depois, por manter-vos o máximo de tempo possível nessas alturas. Elevar-se e permanecer nas alturas significa nunca deixar de ser nobre, justo, generoso, o que supõe saber também “descer” para ajudar os seus irmãos humanos.
Embora vivendo e trabalhando na terra entre os humanos, é interiormente que é preciso evitar descer, isto é, ir atrás das suas tendências inferiores ou participar em ações egoístas, desonestas. Permanecer nas alturas não é imitar as pessoas altivas, inacessíveis e duras que pensam que se rebaixariam se estendessem a mão aos que são mais fracos, menos dotados, menos instruídos ou de uma condição social inferior.
Pelo contrário, e também neste caso, nós devemos seguir o exemplo do sol. O sol desce até nós, por intermédio dos seus raios ele aquece-nos, ilumina-nos, transmite-nos a sua vida, envia-nos as suas mensagens, mas permanece eternamente nas alturas.
(Omraam Mikhaël Aïvanhov)
segunda-feira, 27 de julho de 2015
Luz da semana
A pressa mata o amor.
Ela nos impede de ver o sentido na vida.
Levantamos rápido, comemos rápido, nos vestimos rápido, vamos para o trabalho
rápido, falamos rápido.
No final do dia, nos sentimos angustiados e cansados.
Uma boa prática para ajustar o ritmo da respiração e dos pensamentos é começar
o dia com uma breve meditação. Assim, mesmo que os eventos tentem nos
pressionar, estaremos preparados para caminhar na velocidade correta.
(Brahma Kumaris)
quarta-feira, 15 de abril de 2015
Coisas d'alma
Quando
me dirijo ao mundo interior, não é para escapar
do barulho incessante das ações, das exigências
e confusões dos outros. Não é para alienar-me dos acontecimentos e das pessoas.
É para fertilizar o solo interno, onde todas as minhas virtudes e poderes podem brotar, crescer e desabrochar.
Quando estou bem alimentado por dentro, não me torno um mendigo do amor ou de respeito, porque sei ser meu próprio amigo e amigo dos outros.
(Ken O'Donnell)
É para fertilizar o solo interno, onde todas as minhas virtudes e poderes podem brotar, crescer e desabrochar.
Quando estou bem alimentado por dentro, não me torno um mendigo do amor ou de respeito, porque sei ser meu próprio amigo e amigo dos outros.
(Ken O'Donnell)
domingo, 22 de março de 2015
Pensamentos daqui e dali
Se te contentas com os frutos ainda verdes, toma-os, leva-os,
quantos quiseres.
Se o que desejas, no entanto, são os mais saborosos, maduros,
bonitos e suculentos, deverás ter paciência.
Senta-te sem ansiedades. Acalma-te, ama, perdoa, renuncia, medita
e guarda silêncio.
Aguarda. Os frutos vão amadurecer.
(Prof. Hermógenes)
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
Contando um conto
Existia um monge que vivia da mendicância, sem abrigo. Um
dia saiu para um passeio e recolheu-se numa gruta para o repouso noturno em
bela paisagem banhada pelo luar.
Adormeceu, veio um bandido e lhe furtou a capa de que se utilizava como agasalho.
O frio da madrugada despertou-o e, dando-se conta do infortúnio, porém, fascinado pela claridade da lua, aproximou-se da entrada da gruta e,emocionando-se com o que viu, exclamou: - Que bom que o ladrão não me roubou a lua!
E, sorrindo, pôs-se a meditar.
Adormeceu, veio um bandido e lhe furtou a capa de que se utilizava como agasalho.
O frio da madrugada despertou-o e, dando-se conta do infortúnio, porém, fascinado pela claridade da lua, aproximou-se da entrada da gruta e,emocionando-se com o que viu, exclamou: - Que bom que o ladrão não me roubou a lua!
E, sorrindo, pôs-se a meditar.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
Pratica espiritual
Meditai algumas vezes na bela imagem da transparência...
Compreendereis que, para que a vida passe, para que a luz passe,
para que as correntes passem, é preciso abrir-lhes caminho, ou seja, tornar-se
transparente. Toda a natureza torna isso evidente.
Por que é que as pedras preciosas são tão apreciadas? Porque são
coloridas, claro, mas sobretudo porque são transparentes: deixam passar a
luz... Como é que a natureza conseguiu trabalhar tão magnificamente sobre
certos minerais, purificá-los, para fazer deles essas maravilhas que nós hoje
admiramos: cristal, diamante, safira, esmeralda, topázio, rubi...?
E se a natureza conseguiu, por que é que o ser humano não haveria
de conseguir fazer esse mesmo trabalho em si mesmo?
Toda a prática espiritual deve ter esse objetivo.
Quando tivermos conseguido purificar tudo no nosso coração e na
nossa alma até nos tornarmos límpidos, transparentes, o Senhor, que aprecia
muito as pedras preciosas, pôr-nos-á na sua coroa. Isto é uma imagem,
evidentemente, mas corresponde a algo real.
(Omraam Mikhaël Aïvanhov)
domingo, 26 de outubro de 2014
Pensamentos daqui e dali
Ao meditar, deixe a porta da frente e
a porta do fundo abertas.
Deixe os pensamentos chegarem e partirem.
Apenas não
lhes sirva chá.
(Shunryu Suzuki)
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
Contando um conto
Atrás de um templo, havia um campo onde muitas abóboras estavam amadurecendo.
Um dia uma delas começou uma briga. Agora, você sabe, abóboras são abóboras…uma grande briga.
As abóboras dividiram-se em dois grupos e fizeram uma grande algazarra gritando umas com as outras. E, é claro, elas viviam num templo, estavam crescendo num templo, então os dois grupos devem ter sidos religiosos: cristãos e judeus, budistas e jainas, hindus e maometanos – alguma coisa assim.
Surgiu um grande debate teológico.
O sacerdote ouviu o tumulto. Ele gritou e ralhou com elas dizendo: Ei abóboras! Que ideia de brigar entre vocês mesmas! E num templo Zen?! Todas para Zazen! Sentadas, silenciosas sem fazer nada!
O sacerdote as ensinou como fazer zazen: Dobrem suas pernas desta maneira; Sentem e endireitem suas costas e seus pescoços.
Enquanto as abóboras estavam sentadas em zazen, a raiva delas diminui e elas se acalmaram. Então o sacerdote falou: Todas ponham as mãos no topo de suas cabeças.
Quando as abóboras sentiram o topo de suas próprias cabeças com as mãos, encontraram Uma coisa estranha nelas. Viria a ser o galho que as conectava, todas juntas.
Elas começaram a rir. Disseram: Isto é realmente ridículo! Nós somos um, e estivemos brigando desnecessariamente.
Sentando em zazen, descobre-se que o universo é um. Sentando silenciosamente, descobre-se que não existe conflito em lugar algum, que o inimigo não existe; que o inimigo é apenas nossa própria ilusão, criada por nós; aquela tensão, ambição, luta, é apenas um jogo da mente. Não há ninguém para se lutar contra; o todo é um.
(Osho)
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
Um ou dois minutos ...
Aquilo que prejudica tanto as pessoas do nosso tempo é a agitação
contínua, a febrilidade, em que elas vivem e que acaba por provocar desgastes
no seu organismo físico e no seu organismo psíquico.
Ouve-se cada vez mais pessoas queixarem-se: Estou cansado!
Mas, apesar disso, elas continuam a correr para todo o lado. É
bom elas quererem estar ativas, mas, para conseguirem permanecer ativas sem se
esgotar, têm de saber relaxar-se.
Como? Procurando romper esse ritmo acelerado que faz delas
máquinas propulsionadas por um motor impossível de dominar.
Existem métodos muito simples para isso.
Várias vezes por dia, parai ao menos por um minuto, pensai em
alguém ou alguma coisa de que gostais, que vos apazigua, que vos inspira, que
vos dá coragem. Se também vos for possível, retirai-vos para um quarto
tranquilo, estendei-vos de barriga para baixo numa cama ou sobre o tapete, com
os braços e as pernas descontraídos, e deixai-vos ir como se flutuásseis num
oceano de luz, sem mexer, sem pensar em nada senão na luz...
Apenas um ou dois minutos depois, levantar-vos-eis recarregados.
(Omraam Mikhaël Aïvanhov)
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
Luz da semana
Para viver a atitude meditativa é preciso compreender o silêncio,
e para compreender o silêncio é necessário reconhecer o valor e o poder da
palavra, do som.
Isso é apenas um começo; mas quando calamos o ruído interno de
crenças, condicionamentos, ideologias e acontecimentos passados e nos
entregamos ao silêncio interior, nossa Alma se revela e nos mostra a sua
verdadeira face.
Uma vez vivenciadas a "unidade da vida" no centro do
Ser, tudo se torna meditação.
(Sônia Café)
domingo, 21 de setembro de 2014
quinta-feira, 3 de julho de 2014
Abraçando, meditando
Quando nos abraçamos, nossos corações se conectam e entendemos
que não somos seres separados. Abraçar em plena consciência pode trazer-nos
cura, reconciliação, entendimento e muita felicidade. A prática da meditação do
abraço tem ajudado muitas pessoas a se reconciliarem – pais e filhos, amigos,
casais, etc.
Podemos praticar a meditação do abraço com um amigo, nossa filha, nosso pai, nosso parceiro ou mesmo com uma árvore.
Podemos praticar a meditação do abraço com um amigo, nossa filha, nosso pai, nosso parceiro ou mesmo com uma árvore.
Para praticar, primeiro fazemos uma
reverência com as palmas das mãos unidas, reconhecendo a presença um do outro.
Podemos desfrutar de três respirações profundas em plena consciência, para nos
sentirmos inteiramente presentes, e só então abrimos os braços e nos abraçamos.
Mantemos o abraço por outras três respirações.
Na primeira respiração, estamos
conscientes de estarmos presentes naquele exato momento, e sentimo-nos felizes.
Na segunda respiração, estamos conscientes de que a outra pessoa está presente
naquele momento, e sentimos felicidade. Com a terceira respiração, estamos
conscientes de estarmos juntos, aqui e agora neste planeta, e sentimos profunda
gratidão e alegria pela nossa união. Então, podemos gentilmente liberar a outra
pessoa, fazendo uma reverência mútua para demonstrarmos nosso agradecimento.
Quando nos abraçamos dessa maneira, a outra pessoa se torna real, verdadeiramente viva.
Quando nos abraçamos dessa maneira, a outra pessoa se torna real, verdadeiramente viva.
Não precisamos esperar até que alguém esteja prestes a
viajar, podemos nos abraçar agora mesmo e receber o calor e a estabilidade do
nosso amigo, neste presente momento.
Abraçar pode ser uma prática profunda de
reconciliação.
Durante o abraço em silêncio, uma mensagem torna-se bastante
clara: “Querido, querida, você é precioso para mim. Sinto não ter sido bastante
atencioso e compreensivo. Cometi erros. Por favor permita-me começar de novo.
Eu te prometo.”
(Thich Nhat Hanh)
(Thich Nhat Hanh)
quinta-feira, 19 de junho de 2014
Para descansar a alma

Arranje um cantinho sossegado e uma almofada gostosa.
Acenda um
incenso de sândalo. Sente-se com as costas bem retas. Coloque as mãos sobre os
joelhos, com as palmas para cima e balance o corpo lentamente da esquerda para
a direita, de movimentos maiores a movimentos menores, como um pêndulo, até
encontrar o centro de equilíbrio do corpo.
Pare aí.
Pare aí.
Inspire profundamente e solte o ar lenta e completamente pela boca.
Relaxe os ombros. Inspire novamente e solte o ar pela boca. Então cerre os
lábios, coloque a ponta da língua no céu da boca e respire pelas narinas.
Mantenha os olhos entreabertos, apenas pousados a sua frente.
Ouça todos os sons. Sinta todas as fragrâncias. Perceba o ar, a temperatura em sua pele. Você está pensando? Ou não está pensando? Verifique sua postura. Costas eretas. Cabeça como se um fio puxasse para o céu. Pernas firmes pela força da gravidade.
Ouça todos os sons. Sinta todas as fragrâncias. Perceba o ar, a temperatura em sua pele. Você está pensando? Ou não está pensando? Verifique sua postura. Costas eretas. Cabeça como se um fio puxasse para o céu. Pernas firmes pela força da gravidade.
Não julgue. Nem certo nem errado, nem bonito nem feio.
Seja. Apenas sentar.
Intersendo com tudo que existe.
Que bom estar viva. Este
instante aqui e agora é o céu e a terra. Isso é tudo. Tudo é nada.
(Monja Coen)
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
A vida, terrivel-maravilhosa
Vivemos
sempre tão ocupados que mal olhamos para as pessoas que nos são caras, mesmo as
de nossa família; mal olhamos para nós mesmos. A sociedade está organizada de
um jeito que, mesmo tendo tempo de lazer, não sabemos aproveitá-lo para entrar
em contato conosco mesmos. Inventamos milhares de formas de desperdiçar esse
tempo precioso: ligamos a TV, discamos o telefone, pegamos o carro para ir a
qualquer lugar...
Não
estamos acostumados a ficar conosco mesmos e agimos como se não gostássemos de
nós, tentando escapar de nós mesmos.
Meditar é
estar consciente do que está se passando: no nosso corpo, nos nossos
sentimentos, em nossa mente e no mundo. A cada dia 40 mil crianças morrem de
fome. As superpotências têm agora mais de 50 mil armas nucleares, o suficiente
para destruir o planeta várias vezes.
Ainda
assim o nascer do sol é belo e a rosa desabrochada esta manhã em nosso jardim é
um milagre.
A vida é,
ao mesmo tempo, terrível e maravilhosa.
Praticar meditação é estar em contato
com ambos os aspectos. Por favor, não pensem que precisamos ser solenes para
poder meditar. Na verdade, para meditar bem temos que sorrir bastante.
Sorrir significa que estamos sendo
nós mesmos, que estamos tendo soberania sobre nós, que não estamos mergulhados
no esquecimento. Esse tipo de sorriso pode ser observado na face dos budas e
bodhisattvas.
(Thich
Nhat Hanh)
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