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segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Luz da semana



Às vezes a coisa aperta, quando parece que ninguém nos compreende nem pode ajudar, nada dá certo, que a vida está contra a gente…
Apenas se sente.
Quando vier aquela vontade de não fazer nada, de se achar um lixo e a vida sem sentido…
Apenas se sente.
Quando chegar aquele aperto nervoso de querer brigar, reclamar de tudo e até chorar…
Apenas se sente.
Para sentir a si mesmo é bom se sentar. Escolha um cantinho sossegado, nem quente nem frio, nem claro nem escuro.
E apenas se sente.
Perceba os cheiros, odores, sem afastar, sem querer, sem rejeitar. Perceba todos os sons, de pássaros e de gafanhotos, de pessoas e de cachorros, de aviões e de descargas, todos os sons como são e até mesmo os do seu coração.
Perceba as ondas mentais, os sobe e desce de pensamentos e tristezas, de não-pensamentos, de lembranças e de nada. Perceba as alegrias, a solidão, o temor, as fragilidades da vida, as esperanças, as utopias. Perceba tudo passando, como num rio navegando, folhinhas, pétalas de flor. Tudo passando e se transformando. Toda a vida fluindo, sem que nada jamais possa voltar.
Cada pequena decisão influencia. Cada pequena decisão faz diferença. Por isso é preciso parar e perceber, que é mais do que pensar, mais do que ver. É um saber do profundo de nós. Silêncio de fora e silêncio de dentro. A solução, que parecia impossível, vai despontando como o sol ao amanhecer, como a estrela ao anoitecer. A gente até ri daquilo que incomodou: da raiva, da briga, da discussão, até mesmo do horror.
Caminha na trilha do bem, sem jamais ferir alguém. Compreenda e respeite, aceite as diferenças e nunca perca a capacidade de se doar inteiro, sem nada a resguardar. Mas com pudor tão profundo que ninguém possa falar mal de você neste mundo.
Aprenda a ver cada um como é e a mudar você no que der e quando puder. Sentir, sentar e pressentir a verdade em seu ser. Perceba que todos cabem juntinhos numa gota pequenininha que circula tão marota em toda sua vida.
(Para Quando Você Se Sentir Um Lixo - Monja Coen)

sexta-feira, 10 de março de 2017

Ser zen



Ser zen não é ficar numa boa o tempo todo, de papo para o ar, achando tudo lindo sem fazer nada.
Ser zen é ser ativo. É estar forte e decidido. E caminhar com leveza, mas com certeza. É auxiliar a quem precisa, no que precisa e não no que se idealiza.
Ser zen é ser simples. Da simplicidade dos santos e dos sábios. Que não precisam de nada. Nada mais que o necessário. Para o encontro, a comida, a cama, a diversão, o trabalho.
Ser zen é fluir com o fluir da vida. Sem drama, sem complicação. Na hora de comer come comendo, sem ver televisão, sem falar desnecessário. Sente o sabor do alimento, a textura, o condimento. Sente a ternura (ou não) da mão que plantou e colheu, da terra que recebeu e alimentou, do sol que deu energia, da água que molhou, de todos os elementos que tornam possível um pequeno prato de comida à nossa frente. Sente gratidão, não desperdiça.
Come com alegria. Para satisfazer a fome de todos os famintos. Bebe para satisfazer a sede de todos os sedentos. Agradecendo e se lembrando de onde vem e para onde vai.
A chuva, o sol, o vento.
 O guarda, o policial, o bandido, o açougueiro, o juiz, a feiticeira, o padre, a arrumadeira, o bancário e o banqueiro, o servente e o garçom, a médica e o doutor, o enfermeiro e o doente, a doença e a saúde, a vida e a morte, a imensidão e o nada, o vazio e o cheio, o tudo e cada parte.
Ser zen é ser livre e saber os seus limites.
Ser zen é servir, é cuidar, é respeitar, compartilhar.
Ser zen é hospitalidade, é ternura, é acolhida.
Ser zen é o kyosaku, bastão de madeira sábia, que acorda sem ferir, que lembra deste momento, dos pés no chão como indígenas, sentindo a Terra-Mãe sustentando nossos sonhos, nossas fantasias, nossas dores, nossas alegrias.
Ser zen é morrer
Morrer para a dualidade, para o falso, a mentira, a iniquidade.
Ser zen é renascer a cada instante. Na flor, na semente, na barata, no bicho do livro na estante.
Ser zen é jamais esquecer de um gesto, de um olhar, de um carinho trocado no presente-futuro-­passado.
Ser zen é não carregar rancores, ódios, cismas nem terrores.
Ser zen é trocar pneu, as mãos sujas de graxa.
Ser zen é ser pedreiro, fazendo e refazendo casas.
Ser zen é ser simplesmente quem somos e nada mais. É ser a respiração que respira em cada ação. É fazer meditação, sentar-se para uma parede, olhar para si mesmo. Encontrar suas várias faces, seus sorrisos, suas dores. É entregar-se ao desconhecido aspecto do vazio. Não ter medo do medo. Não se fazer ou, se o fizer, assim o perceber e voltar.
Ser zen é voltar para o não-saber, pois não sabemos quase nada. Não sabemos o começo, nem o meio, muito menos o fim. E tudo tem começo, meio e fim.
Ser zen é estar envolvido nos problemas da cidade, da rua, da comunidade. É oferecer soluções, ter criatividade, sorrir dos erros, se desculpar e sempre procurar melhorar.
Ser zen é estar presente. Aqui, neste mesmo lugar. Respirando simplesmente, observando os pensamentos, memórias, aborrecimentos, alegrias e esperanças.
Quando? 
Agora, neste instante. É estar bem aqui onde quando se fala já se foi. Tempo girando, correndo, passando, e nós passando com ele. Sem separação.
Ser zen é Ser Tempo.
Ser zen é Ser Existência.
(Monja Coen)

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Olhar puro, olhar de sabedoria



É chegado o momento de abrir os portais de nossa consciência verdadeira. Assim podemos apreciar melhor a experiência humana
O que é a sabedoria do olhar?
Qual a visão pura e clara da realidade?
Será que você está vendo através de etiquetas, de nomes, de grifes, de jargões, de clichês?
Ou observa em profundidade, avalia e reconhece o que é, assim como é?
Quando eu era pequena, me encantava um poema que minha mãe escrevera sobre meu avô: “A única coisa que me separa de meu pai são os anos. O homem que analisa friamente e termina por reconhecer que não pode crer nem descrer, pois desconhece.”
Mas como conhecer? Reconhecer, rever, religar, reler.
A mídia internacional escolhe temas e estes são passados a todos os países. Quem faz essa escolha e por quê? Há interesses em divulgar misérias, crimes, abusos, guerras? Destacar o que divide, o que separa?
Não. Também não queremos óculos cor de rosa ou azuis de dizer que está tudo bem, tudo bem.
Há coisas maravilhosas e estranhas e há gatos selvagens e vacas brancas — reza um texto budista antigo.
Eu queria saber mais das coisas maravilhosas e estranhas.
Quero ter notícias do amor e do cuidado, do crescimento da solidariedade e da ternura.
Quero saber das pessoas honestas e boas que todos os dias se levantam cedo e dormem tarde, vivendo horas nos trens e nos transportes coletivos. Meus heróis e heroínas brasileiros.
Trabalhadoras e trabalhadores do bem. Guardiões do caminho iluminado.
Gostaria de manchetes internacionais com as nossas meninas da ginástica rítmica, um dos ouros brasileiros nos jogos Pan-Americanos de Toronto.
Houve pódios e mais pódios, até de tiro ao alvo.
Melhor ganhar nas competições esportivas com a habilidade de atirar do que nas batalhas das ruas.
Do que nos alimentamos? Do que alimentamos nossas mentes? Quem nos faz olhar para este ou aquele evento? Podemos realmente escolher, ouvir, ver, escutar, perscrutar?
No mosteiro de Nagoya, onde pratiquei por sete anos, minha superiora costumava nos dizer:
“Para ver televisão, primeiro temos de levantar as antenas. Sintonizadas, podemos escolher ao canal que queremos assistir. Pode ser o do drama, do sofrimento, do horror. Mas podemos mudar para o canal Buda. Você tem o controle. Saia do mundo da dor e entre no mundo do saber, compreender e atuar de forma iluminada.”
Olhar puro, olhar iluminado, é o observar profundo e sem máculas, sem apegos e sem aversões. Ver em profundidade. Não ser manipulada nem manipular ninguém.
Abrir o coração-mente para a sabedoria suprema. Compreender os justos e os injustos.
Os que dizem a verdade e os que mentem.
Pois somos todos seres humanos e frágeis, corrompíveis e sublimes.
Vamos estimular em nós e em todos os seres a capacidade de amar e cuidar? A empatia do reconhecimento do bem feito e do estímulo ao que beneficie o maior número de seres?
Além, muito além, deste ou daquele grupo.
Somos uma única família, a humana.
Somos a vida da Terra. 
É chegado o momento de abrir os portais de nossa consciência verdadeira, de nossa mente incessante e luminosa. Assim podemos apreciar melhor esta experiência maravilhosa e estranha de seres humanos no planeta Terra, Sistema Solar, Via Láctea.
Ah! As estrelas no céu podem nos contar tanto.
Mãos em prece. _/\_
(Monja Coen)

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

De cabeça para baixo



Quando o mundo está ao contrário, é hora de buscar a sabedoria que cura, a compaixão que acalenta e a alegria do compartilhar.
Ninguém gosta de ficar pendurado de cabeça para baixo. É o símbolo do sofrimento, da dor, do desconforto. Você está de cabeça para baixo?
Esses dias me telefonou um grande amigo de muitos anos.
— Você está bem? — perguntei, e ele me respondeu:
— Não! Estou de cabeça para baixo.
Conversamos.
Como levantar a cabeça? Como evitar que as dificuldades, as doenças, as perdas nos revirem de cabeça para baixo?
No Japão medieval houve um samurai famoso chamado Musashi Sensei. Era capaz de lutar com duas espadas simultaneamente e ninguém jamais o venceu.
Quando jovem, o samurai era muito briguento e violento. Foi aprisionado e seria julgado — provavelmente com a pena de morte —, quando o monge Takuan, que o conhecia desde a infância, convenceu os policiais a prenderem Musashi numa árvore, de cabeça para baixo.
Ele ficou muito bravo. O monge Takuan sentou-se aos pés da árvore e o provocava com perguntas tolas.
Musashi, enfurecido, o insultava, cuspia, gritava palavrões.
O monge, sorrindo, disse:
— Essa sua raiva pessoal não serve para nada. Se você tivesse uma reflexão correta, além de si mesmo, poderia se libertar.
Musashi queria se libertar. Comprometeu-se (palavra de Samurai é palavra) e o monge o libertou com o compromisso de que ficaria três anos trancado em um aposento, estudando estratégias de lutas e estudando a si mesmo.
Depois de passado esse período, o jovem estava transformado. Já não se encontrava mais de cabeça para baixo.
Percebia que cada adversário — ou cada adversidade — era apenas um aspecto de si mesmo.
Passou a respeitar seus oponentes, passou a respeitar a si mesmo.
Quando respeitamos a realidade, assim como é, colocamos nossos pés no chão sagrado, no caminho iluminado.
Nesse caminho as dificuldades são portais. Falta-nos um dos sentidos? Os outros são capazes de compensar.
Não controlamos a vida — somos a vida.
Não controlamos a velhice, a doença nem a morte.
Passamos.
Nada permanece o mesmo.
De cabeça para baixo, vejo o mundo de pernas para o ar.
Quando a cabeça está em seu lugar o mundo faz sentido.
Nossa atuação se clarifica e encontramos a plenitude, a alegria de viver e a alegria de morrer.
Neste momento, você se encontra de cabeça para baixo?
O mundo está de cabeça para baixo?
Vamos ajudá-lo a revirar em si mesmo e encontrar a sabedoria que cura, a compaixão que acalenta e a alegria do compartilhar?
Experimente colocar em prática tudo o que você tem lido, ouvido, ou estudado — quer nas grandes obras religiosas, quer nas literárias ou nos “faces”.
Experiência, prática na vida diária, é o único e verdadeiro Caminho.

Mãos em prece.
 (Monja Coen)

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Pensamentos daqui e dali



Há gente boa no mundo. Mesmo que os jornais anunciem tantos ladrões, eles ainda são poucos. A maioria é correta e não dá manchete. Não vamos cair na bobagem de pensar que nada presta. Chega de reclamar. Se há espaço reservado ao fracasso, há outro aberto ao sucesso. 
Abra o coração. Ajude os outros. Confie, pois é amando que se é amado.
(Monja Coen)

sexta-feira, 4 de março de 2016

Apenas se sente



Às vezes a coisa aperta, quando parece que ninguém nos compreende nem pode ajudar, nada dá certo, que a vida está contra a gente…
Apenas se sente.
Quando vier aquela vontade de não fazer nada, de se achar um lixo e a vida sem sentido…
Apenas se sente.
Quando chegar aquele aperto nervoso de querer brigar, reclamar de tudo e até chorar…
Apenas se sente.
Para sentir a si mesmo é bom se sentar. Escolha um cantinho sossegado, nem quente nem frio, nem claro nem escuro.
E apenas se sente.
Perceba os cheiros, odores, sem afastar, sem querer, sem rejeitar. Perceba todos os sons, de pássaros e de gafanhotos, de pessoas e de cachorros, de aviões e de descargas, todos os sons como são e até mesmo os do seu coração.
Perceba as ondas mentais, os sobe e desce de pensamentos e tristezas, de não-pensamentos, de lembranças e de nada. Perceba as alegrias, a solidão, o temor, as fragilidades da vida, as esperanças, as utopias. Perceba tudo passando, como num rio navegando, folhinhas, pétalas de flor. Tudo passando e se transformando. Toda a vida fluindo, sem que nada jamais possa voltar.
Cada pequena decisão influencia. Cada pequena decisão faz diferença. Por isso é preciso parar e perceber, que é mais do que pensar, mais do que ver. É um saber do profundo de nós. Silêncio de fora e silêncio de dentro. A solução, que parecia impossível, vai despontando como o sol ao amanhecer, como a estrela ao anoitecer. A gente até ri daquilo que incomodou: da raiva, da briga, da discussão, até mesmo do horror.
Caminha na trilha do bem, sem jamais ferir alguém. Compreenda e respeite, aceite as diferenças e nunca perca a capacidade de se doar inteiro, sem nada a resguardar. Mas com pudor tão profundo que ninguém possa falar mal de você neste mundo.
Aprenda a ver cada um como é e a mudar você no que der e quando puder. Sentir, sentar e pressentir a verdade em seu ser. Perceba que todos cabem juntinhos numa gota pequenininha que circula tão marota em toda sua vida.
(Monja Coen)

terça-feira, 1 de março de 2016

Palavras



Queria ver o raiar da era do bem estar, das gentes que se respeitam, se ajudam.
Perdão, misericórdia, compaixão para aqueles cujo coração é duro, fechado, travado. No ódio, no medo criado. Na dureza, na injustiça, na frieza acostumada.
Esquentem o mundo, pois ele faz parte do céu.
Caminhemos juntos ao arco-íris dos cavaleiros da paz.
(Monja Coen)

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Entre aspas



A cultura de paz está chegando pra ficar e levar a humanidade a um novo jeito de ser, de servir, de agir, de pensar e de falar. 
Um jeito macio e gentil, como a brisa do mar em noite de lua cheia a nos abençoar. 
Um jeito macio e gentil, como o da criança.
(Monja Coen)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

(Com)fiança



Unir, fiar, tecer, juntar, fortalecer para o bem de todos os seres. Sem perdedores. Que tal acreditar?
Há fiança para o crime da descrença na vida e na imprensa? Confiança é fiar junto. Estamos fiando juntos a vida na Terra? Com certeza.
Mas que fios estranhos e sinistros são esses, reis, imperadores, guerreiros, senhores, governantes, ministros? Que notícias descontentes, sem empenho em ser decentes, apenas manipulando a própria mente.
Mente que mente por trivialidades, poderes transitórios, arroubos partidários. No mundo, gente. No mundo.
Futebol, circo, navios, guerras, bombas, países, aviões e armas. Quem fala em desarmar é tido de covarde, bobão, tolo.
Defender e lutar. A luta armada já passou e deixou tristezas e mágoas. Agora é época de não lutar mais. Será que a gente nunca aprende?
Unir, fiar, tecer, juntar, fortalecer para o bem de todos os seres. Sem perdedores. Todos ganham juntos. Que tal vir brincar essa antiga e nova brincadeira de fiar, de confiar, de acreditar?
Tecendo com fios de seda, brilhantes e multicoloridos, a esperança de reconhecermos juntos a nossa humildade, Humanidade, o nosso húmus da Terra, da qual somos filhos e filhas.
Mãe, eu não queria tê-la feito sofrer e chorar. Família em luto na luta dos desencontros. Na briga e nos confrontos, sem despertar. Separa ação. Tristeza. Poderia ser uma grande e única nação.
Fiar é dar a palavra, reafirmar a palavra dada.
Há quem não venda fiado, pois já não se confia em mais nada. Antes se confiasse no nada, no vazio, na certeza da incerteza.
Há fiança para a desconfiança? Fiança é cavalo querido, todos os cavaleiros o apreciam, é confiável. Quem é o cavalo da hora? O fiança, a fiança do agora? Está no céu ou no mar? Perdeu-se na nuvem polar? Está entre os inovadores ou entre os conservadores? Queria tanto reencontrar Fiança.
Poderia sair galopando faceira pela Terra inteira. Nada me impediria de chegar aonde quer que fosse para levar a notícia de que os seres humanos se reconheceram. Ao se reconhecerem, se respeitaram. Ao se respeitarem, passaram a cuidar da vida que palpita em cada molécula, átomo, partícula.
Ah, Fiança, por que caminhos se enroscou minha montaria?
Será que alguém o escondeu?
Vamos pensar que o estão tratando bem. Afagando seu pescoço, penteando sua crina, dando banho, passeio, carinho, cenoura, comida da boa. Esse pensamento me conforta.
Pois Fiança me espera para que juntos possamos unir os corações em concordância, recordar e lembrar de cor, buscar na grande memória a coragem de fiar.
Fiar com fios mágicos os corações rotos, partidos, quebrados. Para que fiquem novamente unidos no compromisso de fidelidade, no ato de confiar na análise verdadeira dos fatos.
Poder ver em profundidade. Compreender claramente e desabrochar em fragrância na primavera itinerante que se abre aqui e ali.
Vou cobrir essa fiança e demonstrar a inocência da decência da vida e da imprensa, da mídia e da mente humana, que, no fundo, bem no fundo, anda carente de saudades de juntos fiarmos a trama da existência.
Mãos em prece!
(Monja Coen)

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Qual é o significado da tristeza e como lidar com ela?



Na tristeza ficamos tristes.
Quando perdemos alguém.
Quando perdemos.
Quando as coisas não são como queríamos que fossem.
Quando as pessoas não são como queríamos que fossem.
Quando o mundo e a realidade não são o que queríamos que fossem.
Quando não somos o que gostaríamos de ser.
Quando não temos o que gostaríamos de ter.

Porém, se nos lembrarmos que as coisas são como são que as pessoas são como são que nós, o mundo e a realidade são o que são e que podemos apreciar o que temos invés de lamentar o que não temos, começamos a entrar no mundo da não dualidade.
Se houver sabedoria e compaixão perceberemos que a tristeza, mesmo profunda, é passageira.
Perceberemos que se as coisas, as pessoas, o mundo, a realidade e nós mesmos estamos num processo contínuo de transformação
Então poderemos pensar em nos tornarmos essa transformação que queremos no mundo.
Para que haja menos tristeza, mais alegria, mais compartilhamento e harmonia.

O contentamento com a existência é um dos ensinamentos principais de Buda:
“a pessoa que conhece o contentamento é feliz, mesmo dormindo no chão duro; a pessoa que não conhece o contentamento é infeliz mesmo num palácio celestial.”
Então, quando sentimos tristeza, observamos a tristeza.
Como está nossa respiração? Como estão os batimentos cardíacos? Como está a nossa postura? Que pensamentos são esses que me fazem deixar os ombros cair para frente, baixar a cabeça e, quem sabe, chorar?
Como se formam as lágrimas?
E, mesmo em meio a lágrimas, podemos sorrir e perceber que enquanto vivas criaturas temos esta experiência extraordinária e bela de poder ficar triste.
Tristeza que vem.
Tristeza que vai.
E sem se apegar a coisa alguma e sem sentir aversão a coisa alguma descobrimos o verdadeiro sentido da vida.
É assim que trabalhamos a tristeza.
Zazen – sentar-se em zen e observar a si mesma.
Postura correta, alongamento da coluna vertebral, abrir o diafragma e respirar profundamente. Inspiração mais curta, expiração mais longa. Saboreando o ar. Ombros alinhados e retos, postura de Buda.
Ensinamentos de sabedoria nos auxiliam a sair da toca, do casulo de separatividade que falsamente criamos e de nos lembrarmos que sempre há pessoas e situações piores do que a nossa, sempre há pessoas e situações melhores do que a nossa e nunca, nunca, perder a dignidade.
Tristeza boa é da saudade de alguém que logo poderemos rever.
Tristeza ruim é aquela que náo queremos deixar passar. Aquela na qual nos agarramos, pois nos dá uma identidade, nos torna especiais. Especialmente tristes. Comoventes, Vítimas a serem apiedadas e cuidadas. Ah! Quanta carência.

Abandonar a tristeza é abrir as mãos, o coração, a mente para a emoção seguinte.
É lavar o rosto, olhar para a imensidão do céu, da Terra, do mar e perceber a pequenês da nossa vida.

Sem culpa e sem culpar ninguém.
Sinta a tristeza, reconheça, respire a tristeza e a deixe passar.
Mãos em prece _/\_
(Monja Coen)

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Faça o seu melhor



Não pense que espiritualidade está apenas em templos, igrejas e montanhas: ela está onde você está. A palavra espírito vem da nossa capacidade de inspirar e expirar. 
Se alguém me insulta e sou capaz de compreendê-lo, sem me deixar levar pela raiva, pela vingança ou pela tristeza, estou praticando a espiritualidade. O estresse, a pressa e o trânsito são ótimas oportunidades de prática espiritual.
Ao perceber a tensão, já me coloco em outro patamar: inicio um processo de autoconhecimento, percebo o que impulsiona e o que me retrai. A vida urbana nos dá ótimas oportunidades para aprimorar a paciência, a tolerância, o respeito à vida, a sabedoria e a compaixão. 
Todos os seres são conectados. 
Faça o seu melhor, respira profundamente e seja gentil.
(Monja Coen)

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Pensamentos daqui e dali



Silêncio! 
Abandone as ideias e se entregue à existência.
Sem medo da morte. Sem medo da vida. Chore e ria.
Perceba o que há dentro e fora de você.
Há dentro, há fora?
Quem criou a aurora?
Redescubra a fé.
O que é?
(Monja Coen)