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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Coisas d'alma



De que, às vezes, para se reconstruir, é preciso demolir construções que, por mais atraentes que sejam, não são coerentes com a ideia da nossa vida. A gente se dá conta do quanto somos protegidos quando estamos em harmonia com o nosso coração. De que o nosso coração é essencialmente puro. Essencialmente, amoroso, o bordador capaz de tecer as belezas que se manifestam no território das formas. De que, sabedores ou não, é ele que tem as chaves para as portas que dão acesso aos jardins de Deus. E, vez ou outra, quando em plena comunhão criativa, entra lá, pega uma muda de planta e traz para fazê-la florescer no canteiro do mundo.

(Ana Jácomo)

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Pensamentos daqui e dali



Há no coração de cada um de nós, por essência, uma música que é somente nossa, inigualável, intransferível.
Por várias razões, conhecidas ou não, às vezes aprendemos desde muito cedo a diminuir, gradativamente, o seu volume e a inventar ruídos que nada tem a ver com ela para nos relacionarmos com nós mesmos e com os outros.
Até que chega um tempo em que desaprendemos a entrar no nosso próprio coração para ouvi-la e, porque não passeamos mais nele não a ouvimos mais...

(Ana Jácomo)

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Contando um conto



- Vô, no inferno tem passarinho cantando?
- Inúmeros. A perder de ouvido.
- Tem flor?
- Milhares e milhares delas, as mais lindas que podemos imaginar e outras tantas que a gente nem consegue.
- Tem mar?
- Muitos. Aliás, praias, conchinhas, ondas e surfistas também.
- Tem abraço?
- Dos melhores.
- E o céu fica todo azulzinho quando faz sol?
- Fica. Céu assim é tão bonito que chega até a comover, né?
- As pessoas amam?
- Amam. Gente é feita pra amar, embora geralmente erre um monte de exercícios enquanto está aprendendo.
- Tem pipa?
- À beça.
- Tem chocolate?
- É claro! Pode existir algum lugar onde não haja chocolate?

O menino silenciou por alguns segundos, a expressão dizendo um desconcerto dos grandes, muito maior do que aquele que mostrou no tempo da primeira pergunta.
- Ué, vô, eu não entendo… Ouvi dizer que o inferno é tão ruim!
- E é.
- Mas se tem tudo isso…
- Tem, sim, amado, as mesmas coisas do céu que você imagina estão também no inferno. Todas elas.
- Então, é tudo igual?
- Não. A diferença é que no inferno as coisas todas do céu continuam presentes, mas, por temporária impossibilidade, a gente não consegue percebê-las.

(Ana Jácomo)

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Pensamentos daqui e dali




A vida pode ficar muito pequena quando olhamos para ela com o olhar estreito.
O tédio acontece quando nos afastamos da capacidade de nos encantarmos com as coisas mais simples do mundo.
Porque para se estar aqui com um pouco que seja de conforto na alma, há que se ter riso. Há que, se ter fé. Há que se ter a poesia dos afetos. Há que se ter um olhar viçoso.
E muita criatividade.
(Ana Jácomo)

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Entre aspas



Vive mais feliz quem tem olhos capazes de escutar o canto amoroso da simplicidade. 
É nas miudezas que tudo aquilo que realmente importa se revela com maior nitidez.
(Ana Jácomo)

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Coisas d'alma



Que o Deus que brinca em mim convide para brincar o Deus que mora nas pessoas. Que eu tenha delicadeza para acolher aqueles que entrarem na roda e sabedoria para abençoar aqueles que dela se retirarem.
(Ana Jácomo)

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Entre aspas



Há saudades que caminham comigo aconchegadas num lugar gostoso que a memória tem. 
São porta-joias que guardam encantos que não morrem. 
Caixinhas de música, que, ao serem abertas, derramam melodias que me fazem dançar com elas de novo. 
São saudades capazes de amenizar o frio de alguns instantes com os seus braços de sol.
(Ana Jácomo)

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Coisas d'alma



Resista um pouquinho mais, mesmo que a sua vida esteja sendo pesada como a consciência dos insensatos e você se sinta indefeso como um pássaro de asas quebradas.
Resista porque o último instante da madrugada é sempre aquele que puxa a manhã pelo braço e essa manhã, bonita, ensolarada, sem algemas, nascerá para você em breve, desde que você resista.
Resista, porque eu estou sentada na arquibancada do tempo torcendo ansiosa para que você resista e ganhe de Deus o troféu que merece: a felicidade.

(Ana Jácomo)

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Coisas d'alma



Quando a minha mente está calma, eu acesso uma confiança que é descanso e proteção. Uma fé genuína na preciosidade da vida. Sinto que tudo em mim se reorganiza, silenciosamente, o tempo todo. Que isso tem mais a ver com o meu olhar, com a natureza das sementes que rego, do que eu possa perceber.
Minha expectativa, tantas vezes ansiosa, de que as coisas sejam diferentes, dá lugar à certeza tranquila de que, naquele momento, tudo está onde pode estar.
Em vez de sofrer pelas modificações que ainda não consigo, eu me sinto grata pelas mudanças que já realizei. E relaxo.
(Ana Jácomo)

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Pensamentos daqui e dali



Comecei a aprender a ser mais gentil com o meu passo.
Afinal, não há lugar algum para chegar além de mim.
Eu sou a viajante e a viagem.

(Ana Jácomo)

terça-feira, 4 de abril de 2017

Palavras



Às vezes, na estranha tentativa de nos defendermos da suposta visita da dor, soltamos os cães. Apagamos as luzes. Fechamos as cortinas. Trancamos as portas com chaves, cadeados e medos. Ficamos quietinhos, poucos movimentos, nesse lugar escuro e pouco arejado, pra vida não desconfiar que estamos em casa.
A encrenca é que, ao nos protegermos tanto da possibilidade da dor, acabamos nos protegendo também da possibilidade de lindas alegrias.
 (Ana Jácomo)

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Coisas d'alma



Somos feitos para a felicidade. Para a troca. Para a paz. Para a bondade. Para facilitarmos a existência uns dos outros. Para a coragem e a alegria de simplesmente ser.
(Ana Jácomo)

domingo, 27 de novembro de 2016

Coisas d'alma






Ficou na memória dos meus olhos
o clarão do sorriso dos seus.
Depois disso, tudo o que sorri pra mim
com algum sol faz eu lembrar de você.
(Ana Jacomo)

terça-feira, 18 de outubro de 2016

A coragem de todo dia



Ser sensível nesse mundo requer muita coragem. Muita. Todo dia.
Esse jeito de ver além dos olhos, de ouvir além dos ouvidos, de sentir a textura do sentimento alheio, tão clara, no próprio coração.
Essa sensação, às vezes, de ser estrangeiro e não saber falar o idioma local, de ser meio ET, uma espécie de sobrevivente de uma civilização extinta.
Essa intensidade toda em tempo de ternura minguada.
Esse amor tão vívido em terra em que a maioria parece se assustar mais com o afeto do que com a indelicadeza.
Esse cuidado espontâneo com os outros.
Essa vontade tão pura de que ninguém sofra por nada.
Esse melindre de ferir por saber, com nitidez, como dói ser ferido.
Ser sensível nesse mundo requer muita coragem.
Muita. Todo dia

(Ana Jácomo)


quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Pensamentos daqui e dali



Quando a minha mente está calma, eu acesso uma confiança que é descanso e proteção. Uma fé genuína na preciosidade da vida. Sinto que tudo em mim se reorganiza, silenciosamente, o tempo todo. Que isso tem mais a ver com o meu olhar, com a natureza das sementes que rego, do que eu possa perceber. 
Minha expectativa, tantas vezes ansiosa, de que as coisas sejam diferentes, dá lugar à certeza tranquila de que, naquele momento, tudo está onde pode estar. Em vez de sofrer pelas modificações que ainda não consigo, eu me sinto grata pelas mudanças que já realizei. 
E relaxo...
(Ana Jácomo)

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

O sol está lá



Acredito que a natureza humana é essencialmente amorosa e que quando não demonstramos isso é porque há nuvens muito espessas escondendo o nosso sol. Nuvens de medo, dor, raiva, confusão.
Mas o sol está lá, preservado, o tempo todo. Em algumas pessoas, mais do que em outras, parece que as nuvens demoram muito tempo a se dissipar, é verdade. Às vezes, podem até não dissipar durante uma vida inteira, é verdade também.
Mas, à medida em que começamos a abrir o nosso coração, é inevitável não sentir que ser amáveis e cuidadosos uns com os outros não é um favor, uma concessão. Inevitável não sentir que o gostinho bom de dar amor é tão saboroso quanto o de recebê-lo.
(Ana Jácomo)

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Coisas d'alma






Comecei a aprender a ser mais gentil com o meu passo.
Afinal, não há lugar algum para chegar além de mim.
Eu sou a viajante e a viagem.
(Ana Jácomo)

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Pensamentos daqui e dali



Acredito que a natureza humana é essencialmente amorosa e que quando não demonstramos isso é porque há nuvens muito espessas escondendo o nosso sol. 
Nuvens de medo, dor, raiva, confusão. Mas o sol está lá, preservado, o tempo todo. 
Em algumas pessoas, mais do que em outras, parece que as nuvens demoram muito tempo a se dissipar, é verdade. Às vezes, podem até não dissipar durante uma vida inteira, é verdade também. 
Mas, à medida em que começamos a abrir o nosso coração, é inevitável não sentir que ser amáveis e cuidadosos uns com os outros não é um favor, uma concessão. 
Inevitável não sentir que o gostinho bom de dar amor é tão saboroso quanto o de recebê-lo. 
(Ana Jácomo)

quinta-feira, 31 de março de 2016

Coisas d'alma



Às vezes, na estranha tentativa de nos defendermos da suposta visita da dor, soltamos os cães. Apagamos as luzes. Fechamos as cortinas. Trancamos as portas com chaves, cadeados e medos. Ficamos quietinhos, poucos movimentos, nesse lugar escuro e pouco arejado, pra vida não desconfiar que estamos em casa. 
A encrenca é que, ao nos protegermos tanto da possibilidade da dor, acabamos nos protegendo também da possibilidade de lindas alegrias.
(Ana Jácomo)

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Coisas d'alma






O tempo, de vento em vento, desmanchou o penteado arrumadinho de várias certezas que eu tinha, e algumas vezes descabelou completamente a minha alma. 
Mesmo que isso tenha me assustado muito aqui e ali, foi graça, alívio e abertura.
(Ana Jácomo