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sábado, 30 de abril de 2016

Porque hoje é sábado



Para chegares ao que não sabes,
Hás de ir por onde não sabes.
Para chegares ao que não gozas,
Hás de ir por onde não gozas.
Para vires ao que não possuis,
Hás de ir por onde não possuis.
Para vires a ser o que não és,
Hás de ir por onde não és.
Modo de possuir tudo
Para vires a saber tudo,
Não queiras saber coisa alguma.
Para vires a gozar tudo,
Não queiras gozar coisa alguma.
Para vires a possuir tudo,
Não queiras possuir coisa alguma.
Para vires a ser tudo,
Não queiras ser coisa alguma.
Modo para não impedir o tudo
Quando reparas em alguma coisa,
Deixas de arrojar-te ao tudo.
Porque para vires de todo ao tudo,
Hás de deixar de todo ao tudo.
E quando vieres a tudo ter,
Hás de tê-lo sem nada querer.
Porque se queres ter algo em tudo,
Não tens puro em Deus teu tesouro.
Indício de que se tem tudo
Nesta desnudez acha o espírito
sua quietação e descanso,
porque, nada cobiçando, nada
o impele para cima e nada
o oprime para baixo, porque
está no centro de sua humildade;
pois quando cobiça alguma coisa
nisto mesmo se fatiga.
(São João da Cruz)

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Coisas d'alma



Minha alma está ocupada
E toda minha substância a Seu serviço;
Agora não guardo nenhum rebanho,
Nem tenho qualquer outro emprego:
Minha única ocupação é amor
Se, então, na terra comum
Eu não mais for visto ou encontrado
Você vai dizer que estou perdido
Que, estando enamorado,
Me perdi de mim mesmo; mas ainda assim fui encontrado.

  (São João da Cruz)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Do fundo do coração

A distância infinita entre Deus
e o homem
não significa separação.

Graças a uma relação misteriosa,
a comunicação é possível entre ambos.

O amor ultrapassa toda a distância
e supera todo o obstáculo:
a oração é a amizade com Deus.

Porque exercício de amor,
a oração brota do coração
e permanece como
 “assistência amorosa em Deus".


 (São João da Cruz)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Luz na noite


Para chegar a gostar
da doçura de Deus
é necessário atravessar o deserto,
caminhar pela obscuridade da noite.
A autêntica catarse do espírito
exige desenraizar apegos e afetos
incompatíveis com a pureza de Deus.
Esta poda fatigante fere a sensibilidade natural:
o que repugna à razão,
esclarece-o a fé.
É a luz que ilumina
o caminho da noite
(S. João da Cruz)