segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Luz da semana



A compaixão não é um estado que criamos para realizar boas obras para beneficiar alguém. É parte de nossa natureza e, quando nos ligamos com ela, acabamos nos enriquecendo e nos beneficiando no mínimo tanto quanto a pessoa que é objeto de nossa simpatia e preocupação.
Quando estamos genuinamente engajados num processo de trabalhar com os outros, também estamos trabalhando com nós mesmos. Assim, todo e qualquer tempo que gastamos num processo desse tipo não é um desperdício, mesmo do ponto de vista da liberdade individual.
Há um ditado budista que diz: ajudar os outros é a forma suprema de ajudar a si próprio. Exatamente no momento em que estamos tentando aconselhar outra pessoa, dando o melhor de nós, realmente tentando ajudar, oferecendo o nosso melhor discernimento sobre os problemas dela, é nesse momento em que podemos ter uma súbita realização quanto a um problema de nós mesmos.
Geralmente é durante os nossos esforços de ajudar os outros em suas confusões que vivenciamos alguma libertação de nossa própria confusão. Esse potencial para beneficio mútuo está sempre presente. 
Por essa razão, não devemos sustentar a visão de que somos inteligentes e de que a pobre pessoa confusa na nossa frente não sabe de nada. Ao mesmo tempo, não devemos esperar qualquer resultado ou recompensa. 
Em resumo, compaixão genuína é algo livre de manobras.
(Dzogchen Ponlop Rinpoche)

sábado, 29 de agosto de 2015

Pensamentos daqui e dali








Delícia de fechar os olhos por um instante e assim ficar, sozinho, fabricando escuro... sabendo que existe a luz!
(Mario Quintana)

Porque hoje é sábado



quando é que foi que isso aconteceu?
e eu fiquei assim tão escondida?
dentro de mim eu tão adormecida
sequer me lembro o que é que me deu
que falta faz aquela eu antiga
distribuía tantos mil amores
sempre ajudava a acalmar as dores
e tinha borboletas na barriga
quem sabe agora eu posso me voltar
tem coisa bem bonita ainda pra ver
tanta gente querida pra se conhecer
bem que podia tu vir me buscar
(Isadora Brandelli)

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Palavras



[…] A mente é um lugar de peregrinação. É como se você fosse um rádio que tem
muitas diferentes frequências de ondas passando por você. Desde as frequências de natureza inferior, quanto às frequências de natureza superior. Frequências agradáveis, frequências desagradáveis, mas você precisa ter o poder de mudar de estação. Você escolhe mudar de estação e coloca outra música.
Então, o coração completamente puro é aquele que não se identifica com essas frequências que passam no rádio, só assiste. Em um primeiro momento, faz-se necessário amadurecer o suficiente a ponto de renunciar aos dramas de controle. São todos esses dramas que o falso eu cria para ter controle sobre a vida, controle sobre o outro. Se você pode renunciar esses dramas de controle, você pode compreender que eles nascem de uma ilusão, e que eles em si mesmo são uma ilusão. Mas para isso você precisa de um distanciamento. Você precisa reconhecer e se distanciar. É só assim que você pode realmente começar a se mover em direção à liberdade.
(Prem Baba)

Entendendo a impermanência



Quando conseguimos observar a nós mesmos e as pessoas amadas à luz da impermanência, sabemos o que fazer agora mesmo para trazer alegria para nós e para os outros, por que amanhã pode ser tarde. 
Quando ficamos com raiva de alguém, é por que nos falta o insight da impermanência e o insight do não eu. Podemos pensar que a felicidade é um assunto individual. Mas quando olhamos profundamente na natureza do interser, vemos claramente que se alguém sofre não há jeito de sermos realmente felizes. Quando estamos com raiva de alguém, sofremos por nossa própria raiva. 
Quando você puder fazer algo para fazer alguém feliz, para trazer um sorriso à sua face, você sentirá alegria de imediato. Nossa felicidade é feita da felicidade dos outros e o nosso sofrimento também é feito do sofrimento dos outros. 
Assim, a compreensão da impermanência, não eu e interser nos inspira a fazer tudo o que puder para aliviar o sofrimento e trazer alegria e felicidade para a nossa vida cotidiana.
(Thich Nhat Hanh)

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Coisas d'alma



Quando os deuses se encontraram
e riram pela primeira vez,
Eles criaram os planetas, as águas,o dia e a noite.
Quando riram pela segunda vez,
criaram as plantas, os bichos e os homens.
Quando gargalharam pela última vez,
Eles criaram a alma.


Contando um conto

Eu acompanhava um amigo à banca de jornal.
Meu amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas, como retorno, recebeu um tratamento rude e grosseiro.
Pegando o jornal que foi atirado em sua direção, meu amigo sorriu atenciosamente e desejou ao jornaleiro um bom final de semana.
Quando nós descíamos pela rua, perguntei:
- Ele sempre lhe trata com tanta grosseria?
- Sim, infelizmente é sempre assim.
- E você é sempre tão atencioso e amável com ele?
- Sim, sempre sou.
- Por que você é tão educado, já que ele é tão rude com você?
- Porque não quero que ele decida como eu devo agir. Nós somos nossos próprios donos. Não devemos nos curvar diante de qualquer vento que sopra, nem estar à mercê do mau humor, da mesquinharia, da impaciência e da raiva dos outros.
Não são os ambientes que nos transformam e sim nós que transformamos os ambientes.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Lei da afinidade



Nunca conseguireis produzir grandes transformações na vossa vida psíquica enquanto não tiverdes compreendido o segredo mágico da lei da afinidade. 
Esta lei diz-vos que, como cada um dos vossos pensamentos e cada um dos vossos sentimentos tem uma determinada natureza, vai despertar no espaço forças da mesma natureza que ele, e essas forças dirigem-se para vós. 
Se esses pensamentos e sentimentos forem obscuros e maldosos, atraireis influências negativas; se eles forem luminosos, generosos, atraireis bênçãos. 
Vós podeis realizar todos os vossos melhores desejos, mas na condição de projetardes pensamentos e sentimentos de uma natureza correspondente a esses desejos. Os vossos pensamentos e os vossos sentimentos determinam absolutamente a qualidade dos elementos e das forças que serão despertadas muito longe, algures no espaço, e que, mais cedo ou mais tarde, chegarão até nós.
A lei da afinidade é uma das maiores chaves da realização espiritual.

(Omraam Mikhaël Aïvanhov)

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Pensamentos daqui e dali



Temer a dor é covardia,
tentar fugir, é tolice,
fazê-la nos outros, sadismo
alimentá-la em si mesmo, masoquismo.
Revoltar-se, imprudência.
Compreendê-la, amaciá-la em aceitação é sabedoria,
fortaleza, redenção
(Prof. Hermógenes)

O melhor da vida



Só precisamos de nos maravilhar com a criação que nos rodeia.
Basta-nos observar o que temos perante os olhos e entender a profundidade daquilo que vemos.
Então, sentiremos o prazer que se desprende de toda a criação e que nos contagia.
Já não nos limitamos a apreciar a brisa dum dia de primavera.
Deixamos que ela nos penetre e inunde o coração.
E então, irrompe em nós uma apaixonante alegria de viver.
A atenção que damos a cada momento é mais do que um simples exercício de concentração, é o caminho para a felicidade.
Não precisamos de muito para sermos felizes.
Basta que estejamos atentos.
Quando nos sentimos gratos pelas coisas que apreciamos, até os olhos bem treinados são uma fonte de felicidade.
Todos os dias, os nosso olhos têm coisas maravilhosas para ver, mas é preciso treinar a atenção para contemplar, de forma consciente, as maravilhas que nos saltam à vista diariamente:
a beleza de uma rosa, a majestade de uma montanha, o zumbido de um besouro que cruza o nosso caminho, o encanto de um rosto humano.
O melhor da tua vivência está nas coisas que te rodeiam.
No prado que se estende em frente à tua casa.
Na música que ouves.
No silêncio que desfrutas.
A felicidade já está à tua volta.
Só tens que a saborear.
Só quando o teu espírito habitar o teu corpo, quando o teu espírito olhar,ouvir, cheirar, saborear e tocar com todos os sentidos é que poderás viver plenamente a felicidade.
(Anselm Grün)

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Luz da semana



Onde há luz, a escuridão não pode entrar.
Não importa quanta escuridão exista, mesmo se a luz é mínima, a escuridão não pode permanecer.
Mesmo se eu tiver apenas a chama de uma pequena vela, ela começa a romper a escuridão.
Se eu aumento minha luz, a escuridão diminui.
Se eu aumento a luz mais ainda, ela não só acaba com a escuridão mas começa a transformar tudo por onde passa.
(BK)

domingo, 23 de agosto de 2015

Palavras







Tente compreender este ponto.
Se for contra a sua vontade, mesmo estando no paraíso, você estará no inferno. Mas, seguindo o curso natural do seu ser, mesmo estando no inferno, você estará no paraíso.
O paraíso está onde floresce o seu verdadeiro ser. O inferno está onde você é subjugado, e alguma outra coisa é imposta a você.
(Osho)

Para aquecer o coração

sábado, 22 de agosto de 2015

Porque hoje é sábado



Sábias agudezas… refinamentos…
- não!
Nada disso encontrarás aqui.
Um poema não é para te distraíres
como com essas imagens mutantes de caleidoscópios.
Um poema não é quando te deténs para apreciar um detalhe
Um poema não é também quando paras no fim,
porque um verdadeiro poema continua sempre…
Um poema que não te ajude a viver e não saiba preparar-te para a morte
não tem sentido: é um pobre chocalho de palavras.

(Mario Quintana)

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Coisas d'alma

Esta manhã, antes do alvorecer, subi numa colina para admirar o céu povoado,
E disse à minha alma: Quando abarcarmos esses mundos e o conhecimento e o prazer que encerram, estaremos finalmente fartos e satisfeitos?
E minha alma disse: Não, uma vez alcançados esses mundos prosseguiremos no caminho.
(Walt Whitmant)


Sabedoria da terra



Terra, ensina-me imobilidade
Como a das tuas campinas imóveis sob a luz.
Terra, ensina-me a sofrer
Como as tuas velhas pedras que sofrem com as lembranças.
Terra, ensina-me a ser humilde
Assim como os brotos são humildes em seu começo.
Terra, ensina-me a ser cuidadosa
Como uma fêmea que cuida dos filhotes.
Terra, ensina-me a conviver com as limitações
Como a formiga que caminha pelo chão.
Terra, ensina-me liberdade
Como a da águia que voa no alto céu.
Terra, ensina-me resignação
Como as folhas que morrem a cada outono.
Terra, ensina-me regeneração
Como as sementes que brotam na primavera.
Terra, ensina-me a me esquecer de mim mesma
Como a neve que derrete para que a vida brote.
Terra, ensina-me a recordar da bondade alheia
Como os teus campos secos quando recebem a abençoada chuva.

(Prece indígena)