quinta-feira, 30 de junho de 2016

Palavras






Vi ainda debaixo do sol que não é dos ligeiros o prêmio, nem dos valentes, a vitória, nem tampouco dos sábios, o pão, nem ainda dos prudentes, a riqueza, nem dos inteligentes, o favor; porém tudo depende do tempo e do acaso.
(Eclesiastes 9:11)

Contando um conto



Um monge zen costumava gritar alto todas as manhãs: Bokuju, onde você está?(Bokuju era o seu próprio nome.)
E ele mesmo respondia: Estou aqui.
E continuava: Bokuju, lembre-se, um outro dia lhe é dado...fique consciente, alerta e não seja tolo!
E ele mesmo respondia: Sim, senhor, tentarei dar o melhor de mim.
Porém, não havia mais ninguém ali!
Ele perguntava, ele respondia...
Seus discípulos começaram a pensar que ele tinha enlouquecido, mas ele estava somente representando um monodrama.
E essa é a situação interior.
Você é o que fala e o que escuta, é o que comanda e o comandado.
(Osho)

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Entre aspas







A noite abre as flores em segredo e deixa que o dia receba os agradecimentos.
(Rabindranath Tagore)

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Luz da semana

Aceitar que somos eternamente diferentes é o primeiro passo para construir a unidade. Harmonia entre iguais é tarefa fácil, entre opostos, um desafio. 
Opiniões diferentes podem criar discórdia ou enriquecer o produto final, depende da visão e do nível de altruísmo. Sustentar a unidade é apreciar o valor do conjunto e a singular contribuição de cada um, permanecendo leal, não apenas uns com os outros, mas também à meta estabelecida.
(Brahma Kumaris)

sábado, 25 de junho de 2016

Porque hoje é sábado




Nós estamos sós
Expressões únicas da vida
Ondas nunca repetidas, no oceano da Consciência.
Íntimos da nossa experiência
de primeira mão.
Quando rejeitamos nossa solitude
Quando nos voltamos para nossa única perspectiva
Sentimos solidão
Mesmo na multidão
Mesmo em uma festa
Mesmo quando estamos cercados
de bilhões de outras ondas.
Mas, quando abraçamos nossa solitude
Quando amamos nossa solitude como a nossa própria respiração,
Não nos sentimos mais a sós
Ou isolados, desconectados, separados
Pois nos lembramos do nossa natureza oceânica
Nossa indivisível presença.
Eu sou o que você é
Você é o que eu sou
E isso é amor
E isso é uma proximidade inexplicável
Mesmo à distância.
E assim, estamos a sós, juntos..
Juntos e a sós
Ondas do mesmo oceano
Nos movemos como Um
Aquele que pode experimentar a verdadeira solitude
É aquele que pode experimentar a maior
liberdade...
(Jeff Foster)

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Coisas d'alma







Tudo no universo está dentro de você. Pergunte tudo de si mesmo.
O que foi dito à rosa que a fez abrir-se, foi dito a mim aqui no meu peito…
(Rumi)

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Contando um conto



O discípulo disse ao mestre:  Tenho passado grande parte do meu dia vendo coisas que não devia ver, desejando coisas que não devia desejar, fazendo planos que não devia fazer.
O mestre convidou o discípulo para um passeio. No caminho, apontou uma planta e perguntou se o discípulo sabia o que era.
O discípulo respondeu: Beladona. Pode matar quem comer suas folhas.
– Mas não pode matar quem apenas a contempla. Da mesma maneira, os desejos negativos não podem causar nenhum mal se você não se deixar seduzir por eles.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Coisas d'alma





O amor que nos serve e que nos faz evoluir é aquele que traz à tona a nossa melhor versão.

(Martha Medeiros)

Impermanência



Tudo em nossas vidas, posses, riquezas, relacionamentos é temporário e está em constante mutação.
Nosso corpo, fala, mente e ambiente mudam minuto a minuto, segundo a segundo.
No tempo em que uma agulha leva para perfurar sessenta pétalas de flor empilhadas uma sobre a outra, nada no universo permanece igual.
O nosso pior inimigo pode um dia vir a ser o nosso melhor amigo.
Casais hoje tão apaixonados que mal podem ficar separados por uma hora, depois de alguns anos poderão vir a sentir repulsa só de ver um ao outro.
Não há nada que não oscile, decaia ou se transforme. A vida é imprevisível, nossos processos mentais, instáveis. Nossos humores são susceptíveis às condições externas. Em uma manhã acordamos contentes e tudo parece estar perfeito.
Todo movimento envolve mudança. Cada frase que falamos, ao terminar, dá lugar à próxima. Cada pensamento ou emoção desaparece e dá lugar a outro. Isso acontece com tudo, em toda parte.
Simplesmente não estamos sintonizados com este processo, presumimos que alguma coisa vai durar até que, de repente, notamos que envelheceu. No mesmo momento em que uma casa é construída já começa a se deteriorar; em cem anos ou menos, estará lamentavelmente danificada.
Apesar de devotarmos nossa vida e satisfazer nossas necessidades e ânsias, qualquer felicidade que encontremos será fugaz. Fazemos planos baseados em coisas que constantemente nos escapam pelos dedos. Quando menos esperamos, elas serão memórias distantes.

Quantas vezes fomos felizes? Quantas vezes ficamos tristes? Alegria e tristeza vêm e vão o tempo todo. Nenhuma delas dura muito.
Cada emoção e cada paixão surge momentaneamente e desaparece como um desenho traçado com o dedo na água. Precisamos perceber que não temos liberdade nem controle.
Não podemos escolher quanto tempo iremos viver ou como iremos morrer. Não queremos envelhecer, ainda assim envelhecemos. Não queremos adoecer, ainda assim adoecemos. Não queremos morrer, ainda assim a morte é inevitável, ela pode vir a qualquer momento, quer sejamos jovens, velhos, saudáveis ou enfermos; isso é irrelevante.
Por mais maravilhosas que possam ser nossa família, nossa carreira ou nossas posses, não levaremos nenhuma delas para além do umbral da morte. E no dia seguinte de nossa morte, nossos entes queridos não vão querer nosso cadáver em casa.
Se entendêssemos que os objetos aos quais nos apegamos são como miragens ou bolhas, o nosso apego enfraqueceria. Se soubéssemos que todo relacionamento é frágil e propenso a mudança, perceberíamos que não há tempo para conflitos. Se compreendêssemos verdadeiramente que podemos não ter mais um dia sequer, pelo menos não destruiríamos as nossas oportunidades e as dos outros de desfrutar dessa vida enquanto a temos. Quando sabemos que cada momento pode ser o último, teremos a perspectiva correta.
Algumas pessoas acham que a ideia de impermanência é deprimente, mas ela é realmente a verdade da nossa experiência. 
Da mesma maneira que o fogo é quente e a água molhada, a impermanência é apenas o que é; ela não é boa nem má.
Aceitá-la cura o pensamento mágico de que podemos protelar o processo inexorável da mudança, e nos dá uma capacidade maior de aceitação e mais alegria.
(Chagdud Tulku Rinpoche)

terça-feira, 21 de junho de 2016

Entre aspas





Se toda a humanidade chegar ao ponto em que todo mundo é aceito como é, quase noventa por cento do sofrimento simplesmente desaparecerá.
(Osho)

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Luz da semana



Não há dois dias que sejam iguais. Não há duas pessoas que sejam iguais. A atuação das pessoas está continuamente mudando. Mesmo minha própria atuação muda diariamente. Será que estou fazendo o mesmo que fiz ontem? Não, isso mudou. 
Portanto, por que eu manteria a mesma atitude que eu tive em relação a algo que já aconteceu?  Nós não precisamos nos sentir presos a uma atitude específica da mente.
(Dadi Janki)

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Sim, eu já vi!



Há pessoas mágicas. Eu juro, já as vi. Elas estão escondidas em todos os cantos do planeta. Disfarçadas como normais. Ocultando sua maneira especial de ser. Elas tentam se comportar como os outros. Então, às vezes é muito difícil encontra-las. Mas, quando você as descobre, não há como voltar atrás. Você não pode se livrar dessa memória. Não diga a ninguém, mas dizem que sua magia é tão forte que se te toca uma vez, o fará sempre.
(Autor desconhecido)

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Contando um conto



No tecido da história familiar, as mãos de minha mãe reforçaram as costuras para nos protegerem de qualquer empurrão da vida.
As mãos de minha mãe uniram com um alinhavo as partes do molde sem esquecer que cada uma é diferente da outra e que juntas fazem um todo como a família.

As mãos de minha mãe fizeram bainhas para que pudéssemos crescer para que não nos ficassem curtos os ideais.
As mãos de minha mãe remendaram os estragos para voltarmos a usar o coração … sem fiapos de ressentimentos.
As mãos de minha mãe juntaram retalhos para que tivéssemos uma manta única que nos cobrisse.

As mãos de minha mãe seguraram presilhas e botões para que estivéssemos unidos e não perdêssemos a esperança.
As mãos de minha mãe aplicaram elásticos para nos podermos adaptar folgadamente às mudanças exigidas pelos anos.

As mãos de minha mãe bordaram maravilhas para que a vida nos surpreendesse com as suas contínuas dádivas de beleza.
As mãos de minha mãe coseram bolsos para guardar neles as moedas valiosas das melhores recordações e da minha identidade.

As mãos de minha mãe, quando estavam quietas… zelavam os meus sonhos para que alimentassem os meus ideais com o pó das suas estrelas.
As mãos de minha mãe seguraram-me com linhas mágicas, quando entrava na vida … para começar a vesti-la!

As mãos de minha mãe nunca abandonaram o seu trabalho. E sei muito bem que hoje, onde estiverem, fazem orações por mim.
E eu … Eu beijo-as como se recebesse bênçãos!

quarta-feira, 15 de junho de 2016

A humanidade agradece



O pensamento tem poder infinito.
Ele mexe com o destino, acompanha a sua vontade.
Ao esperar o melhor, você cria uma expectativa positiva que detona o processo de vitória.
Ser otimista é ser perseverante, é ter uma fé inabalável e uma certeza sem limites de que tudo vai dar certo.
Ao nascer o sentimento de entusiasmo, o universo aplaude tal iniciativa e conspira a seu favor, colocando-o a serviço da humanidade.
Você é quem escreve a história de sua vida – ao optar pelas atitudes construtivas – você cresce como ser humano e filho dileto de Deus.
Positivo atrai positivo.
Alegria chama alegria.
Ao exalar esse estado otimista, nossa consciência desperta energias vitais que vão trabalhar na direção de suas metas.
Seja incansavelmente otimista. Faz bem para o corpo, para a mente e para a alma.
É humano e natural viver aflições, só não é inteligente conviver com elas por muito tempo.
Seja mais paciente consigo mesmo, saiba entender suas limitações.
Sem esforço não existe vitória.
Ao escolher com sabedoria viver sua vida com otimismo, seu coração sorri, seus olhos brilham e a humanidade agradece por você existir.
(Pablo Neruda)

terça-feira, 14 de junho de 2016

Entre aspas



Os políticos ainda precisam mais de espiritualidade do que um eremita em retiro. 
Se o eremita agir inspirado por uma má motivação, só fará mal a si mesmo. Mas se um político, capaz de influenciar diretamente toda uma sociedade, agir movido por má motivação, muitos sofrerão as consequências negativas.
(Dalai Lama)

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Coisas d'alma






O que me dói não é
O que há no coração
Mas essas coisas lindas
Que nunca existirão...
(F.Pessoa)


Luz da semana



Não podemos pensar que as coisas sempre vão ser como gostaríamos que fossem. Que o comportamento dos outros irá combinar com os nossos sentimentos, atitudes e valores; que eles serão sempre suaves conosco. 
É dito que tanto a chuva como o sol são necessários para formar um arco-íris. São os desafios que criam os campeões.
(BK)

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Pensamentos daqui e dali



A vida nos ensina silenciosamente, enquanto os homens instruem em voz alta. 
A preciosa descoberta do verdadeiro EU dentro de nós só pode ser feita quando a mente estiver em repouso; as palavras apenas confirmam a realidade, mas não a explicam e jamais a poderão explicar, pois a verdade é um estado de ser e não uma torrente de verbosidade.
(Paul Brunton)

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Coisas d'alma






Comecei a aprender a ser mais gentil com o meu passo.
Afinal, não há lugar algum para chegar além de mim.
Eu sou a viajante e a viagem.
(Ana Jácomo)

terça-feira, 7 de junho de 2016

Em resumo



Não é nenhuma novidade que dinheiro, viagens, status, beleza e outras coisinhas mundanas são sonhos de consumo de muita gente, mas não dão sentido à vida de ninguém. 
A única coisa que justifica nossa existência são as relações que a gente constrói. Só os afetos é que compensam a gente percorrer uma vida inteira sem saber de onde viemos e para onde vamos. 
Diante da pergunta enigmática - por que estamos aqui? - só nos consola uma resposta: para dar e receber abraços, apoio, cumplicidade, para nos reconhecermos um no outro, para repartir nossas angústias, sonhos, delírios. Para amar, resumindo.
(Martha Medeiros)

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Luz da semana



A felicidade é algo estranho; ela vem quando você não está em busca dela. 
Quando você não está fazendo um esforço para ser feliz, então inesperadamente, misteriosamente, a felicidade acontece ali, nascida da pureza, de uma simples beleza de ser.
(Krishnamurti)

sábado, 4 de junho de 2016

Porque hoje é sábado



Aí está a rosa,
aí está o vazo,
aí está a água,
aí está o caule,
aí está a folhagem,
aí está o espinho,
aí está a cor,
aí está o perfume,
aí está o ar,
aí está a luz,
aí está o orvalho,
aí está a mão
(até a mão que colheu).
Mas onde está a terra?
Poesia não é a rosa.

(Guilherme de Almeida)

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Só por hoje

O ser humano é uma casa de hóspedes.
Toda manhã uma nova chegada.
A alegria, a depressão, a falta de sentido, como visitantes inesperados.
Receba e entretenha a todos, mesmo que seja uma multidão de dores
que violentamente varre sua casa e tira seus móveis.
Ainda assim trate seus hóspedes honradamente.
Eles podem estar te limpando para um novo prazer.
O pensamento escuro, a vergonha, a malícia, encontre-os à porta rindo.
Agradeça a quem vem, porque cada um foi enviado como um guardião do além.
(Rumi)

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Contando um conto

Conta-se a história de um monge que tinha o hábito de explodir em acessos de fúria e culpar seus companheiros quando as coisas davam errado. Decidiu afastar-se da causa de seus problemas e foi para um mosteiro do deserto, onde praticamente não tinha contato com outros seres humanos.
Certa manhã, após instalar-se em sua nova morada, esbarrou acidentalmente no cântaro de água e lhe derramou o conteúdo. Ficou enfurecido, mas não havia ninguém por perto a quem culpar. 
Encheu novamente o cântaro. Pouco tempo depois, o mesmo fato se repetiu. 
Num ímpeto de ira, arremessou o cântaro ao chão, fazendo-o em pedacinhos.
Depois de acalmar-se, começou a refletir e chegou à conclusão de que seu mau humor era problema dele mesmo, e não dos outros.