Mostrando postagens com marcador Lya Luft. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lya Luft. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Luz da semana



[…]Amadurecer auxilia na tarefa de ver melhor a realidade, e não é uma catástrofe.
Ler ajuda.Abrir os olhos para o belo e o positivo ajuda. Amar e ser amado ajuda.
Terapia ajuda.

No mínimo, ajudará a mantermos a cabeça à tona d’água em lugar de nos afogarmos na autocomiseração. Reinventar-se inteiramente é impossível: o contorno dessas margens, o terreno de que são feitas está estabelecido. Trazemos uma chancela na alma – mas podemos redefinir seus limites.
Quem sabe mudamos as cores aqui, ali abrimos uma clareira e erguemos um abrigo.[…]
(Lya Luft)

terça-feira, 13 de março de 2018

Palavras



A cada dia, mesmo sem saber, sem querer, estamos nos criando. Ninguém pode nos dizer que será fácil. O fácil pode ser desinteressante, e merecemos ao menos alguma vez fazer, querer, ser, o interessante, o audacioso, apesar dessa incrível sensação de fragilidade que nos acompanha.

(Lya Luft)

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Luz da semana



Falo de uma tentativa real de recomeçar, até onde é possível: com um olhar um pouco diferente para pessoas a quem normalmente não temos tempo de abordar. Gente que nos interessa independente do status, grana, importância e possível utilidade.
Falo de uma entrada em um novo ano abrindo as portas e janelas da casa e da alma. Sem frescura, sem afetação, sem mau humor, sem pressão nem formalidade. Pensando que a gente poderia ser mais irmão, mais amigo, mais filho, mais pai ou mãe, mais humano.
Começar, não com planos mirabolantes que não se podem cumprir, mas inventando novos modos de querer bem, sobretudo a si mesmo. Sem isso não tem jeito de gostar dos outros de verdade. O bom é entrar num novo ano sem lamentações inoportunas, sobretudo sem acusar: o destino, o outro, o pai, o chefe, a vida.
(Lya Luft)

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Coisas d'alma



Um anjo vem todas as noites: senta-se ao pé de mim, e passa sobre meu coração a asa mansa,
como se fosse meu melhor amigo.
Esse fantasma que chega e me abraça (asas cobrindo a ferida do flanco) é todo o amor que resta entre ti e mim, e está comigo.
(Lya Luft)

sábado, 2 de dezembro de 2017

Pensamentos daqui e dali



Sou dos que acreditam que a felicidade é possível, que o amor é possível, que não existe só desencontro e traição, mas ternura, amizade, compaixão, ética e delicadeza.
 (Lya Luft)

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Entre aspas



A cada dia, mesmo sem saber, sem querer, estamos nos criando. Ninguém pode nos dizer que será fácil. O fácil pode ser desinteressante, e merecemos ao menos alguma vez fazer, querer, ser, o interessante, o audacioso, apesar dessa incrível sensação de fragilidade que nos acompanha.

(Lya Luft)

sábado, 30 de setembro de 2017

Porque hoje é sábado



Uma casa deve ter varandas para sonhar,
cantos para chorar,
quartos para os segredos e a ambivalência.
Um amor precisa espaço de voar,
liberdade para querer ficar,
alegria e algum desassossego contra o tédio.
Não se esqueçam os danos a cobrir,
o medo de partir, e o dom de surpreender
- que é a sua essência.
(Lya Luft)

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Coisas d'alma



Para que a existência valha à pena […] questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade. Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for.
E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer.
(Lya Luft)

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Coisas d'alma



Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer segurança.
(Lya Luft)

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Coisas d'alma



A cada dia, mesmo sem saber, sem querer, estamos nos criando. 
Ninguém pode nos dizer que será fácil. O fácil pode ser desinteressante, e merecemos ao menos alguma vez fazer, querer, ser, o interessante, o audacioso, apesar dessa incrível sensação de fragilidade que nos acompanha.
(Lya Luft)

terça-feira, 21 de março de 2017

Palavras



Cruéis convenções nos convocam: estar em forma, ser competente, ser produtivo, mostrar serviço, prover, pagar, e ainda ter tempo para ternura, cuidados, amor. O curso da existência começa a ser para muitos uma ameaça real. A sociedade é uma mãe terrível, a vida um corredor estreito, o tempo um perseguidor implacável: belos e competentes, ou belos ou competentes, atordoados entre deveres e frestas estreitas demais de liberdade ou sonho.
Nós construímos isso.
Só não prevíamos as corredeiras, as gargantas, os redemoinhos, a noite lá no fundo dessas águas. É quando toda a competência, a eficiência, o poder, se encolhem e ficam nus, e sós, na nossa frágil maturidade, sob o império das perdas que começam a se apresentar sem cerimônia.
(Lya Luft)

quinta-feira, 2 de março de 2017

Pensamentos daqui e dali



Construir um ser humano, um nós, é um trabalho que não dá férias nem concede descanso: haverá paredes frágeis, cálculos malfeitos, rachaduras. 
Quem sabe um pedaço que vai desabar? 
Mas se abrirão também janelas para a paisagem e varandas para o sol.
(Lya Luft)

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Pensamentos daqui e dali



Eu não sabia o que na madureza aprenderia:
que todas as coisas quando acabam são substituídas por outras,
que a vida não se reduz, mas cresce.
E é em tudo um milagre.
(Lya Luft)

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Coisas d'alma



Eu sabia que era preciso tempo. 
Cada perda tem sua hora de acabar, cada morto seu prazo de partir, e não depende muito da vontade da gente.



(Lya Luft)

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Pensamentos daqui e dali



[…] Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança.
Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade.
Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for.
E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer.
(Lya Luft)

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Viver, apesar de



Apesar dos medos, convém não ser demais fútil nem demais acomodada. Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece: porque a vida não tem de ser sorvida como uma taça que se esvazia, mas como o jarro que se renova a cada gole bebido.
Os ganhos ou os danos dependem da perspectiva e possibilidades de quem vai tecendo a sua história. O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem.
Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Muitas vezes, ousada. 
Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se.
(Lya Luft)

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Palavras



Carregamos muito peso inútil. Largamos no caminho objetos que poderiam ser preciosos e recolhemos inutilidades. Corremos sem parar até aquele fim temido, raramente nos sentamos para olhar em torno, avaliar o caminho e modificar ou manter nosso projeto pessoal.
(Lya Luft)

sábado, 24 de setembro de 2016

Palavras



Se eu ficasse amarga com tudo o que acontece de negativo – não é meu jeito – contaminaria a casa onde moro, a família que me cerca, o companheiro que está comigo, os amigos e o mundo.
Porque sou importante? 
Nada disso. Porque cada um de nós é uma partícula mínima, parte do grande oceano em que somos lançados ao nascer: cada gota envenenada modifica o todo, por pouco que seja.
(Lya Luft)

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Amizade



A amizade é um meio-amor, sem algumas das vantagens dele, mas sem o ônus do ciúme – o que é, cá entre nós, uma bela vantagem. 
Ser amigo é rir junto, é dar o ombro para chorar, é poder criticar (com carinho, por favor), é poder apresentar namorado ou namorada, é poder aparecer de chinelo de dedo ou roupão, é poder até brigar e voltar um minuto depois, sem ter de dar explicação nenhuma.

(Lya Luft)

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Entre aspas








Há gente que, em vez de destruir, constrói;
em lugar de invejar, presenteia;
em vez de envenenar, embeleza;
em lugar de dilacerar, reúne e agrega.
(
Lya Luft)